Queimação alerta para doença do refluxo 18


refluxogastroesofagicoCLÁUDIA COLLUCCI
da
Folha de S.Paulo

Ela é facilmente confundida com gastrite, azia ou má digestão. Por desconhecê-la, as pessoas se automedicam com antiácidos, o que, inicialmente, alivia os sintomas, mas, com o tempo, só piora a doença, segundo os médicos.

Trata-se da DRGE (Doença do Refluxo Gastroesofágico), que afeta 12% da população na idade adulta, segundo pesquisa Datafolha realizada em nove regiões do país, a pedido do laboratório AstraZeneca.

A doença do refluxo é caracterizada pelo retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago, em razão do mau funcionamento da esfíncter, válvula que separa os dois órgãos. Assim, o conteúdo gástrico, inclusive o ácido que ajuda na digestão, retorna ao esôfago, que não tem uma
mucosa apropriada para recebê-lo.

Quando não tratado, o refluxo gástrico pode causar inflamação do esôfago, levando, em situações mais extremas, ao estreitamento do órgão (estenose) e ao aparecimento de úlcera. Há estudos que relacionam essas inflamações mais graves ao câncer do esôfago.

“A doença do refluxo é uma das queixas mais comuns no consultório. As pessoas dizem que parece ter um dragão no estômago”, afirma o médico Laércio Gomes Lourenço, professor de gastrocirurgia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), referindo-se à sensação de queimação, que sobe do estômago em direção à garganta, e a regurgitação –quando o conteúdo ácido do estômago chega à boca.

Segundo ele, eventualmente, é normal as pessoas apresentarem refluxo quando bebem em excesso ou ingerem comidas gordurosas ou muito condimentadas. “Sobe aquele líquido amargo, que parece “queimar” a garganta”, descreve o médico.

Para o gastroenterologista Fernando Miranda Cordeiro, 65, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia, a situação deixa de ser normal se houver azia e regurgitação duas ou mais vezes por semana.

Nesses casos, um especialista deve ser procurado para avaliar o problema e indicar o tratamento correto.

Segundo Cordeiro, a pesquisa mostrou também que a automedicação é um comportamento muito frequente entre os que apresentam os sintomas da doença do refluxo: 57% disseram que utilizam medicamentos, principalmente os antiácidos, sem orientação médica.

É o caso do ajudante-geral Jean Carlos de Carvalho, 26, que perdeu as contas das vezes que sofreu queimação no estômago. “Acho que sempre tive isso, desde criança. Sempre tomei antiácidos, mas nunca resolveu o problema.”

No início deste ano, ele atendeu aos apelos da sogra e procurou um médico. A doença do refluxo foi diagnosticada e ele passou a tomar os remédios indicados pelo gastroenterologista. “Melhorou bastante, mas é só abusar de comida gordurosa ou beber além da conta que a queimação volta”, diz.

E não é para menos. Os alimentos gordurosos e as bebidas relaxam a pressão do esfíncter, permitindo que haja o refluxo.

Os remédios inibem a secreção ácida das células e diminuem a inflamação do esôfago –o que alivia os sintomas de queimação–, mas não curam a doença.

Segundo o médico Luiz Chehter, professor de gastroenterologia da Unifesp, a DRGE é uma doença crônica, e a mudança de hábitos é fundamental para que a pessoa tenha qualidade de vida. A cirurgia, afirma o médico, é indicada para 5% a 10% dos casos.

Na cirurgia, essa válvula é refeita, e o esôfago recolocado na cavidade abdominal. “Mas a cirurgia não é 100% segura. Há casos em que a válvula volta a relaxar, com reaparecimento dos sintomas”, alerta o gastroenterologista Jaime Natan Eisig, 53, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Além dos casos mais graves de lesão no esôfago, a intervenção cirúrgica pode resolver o problema de pacientes que não querem levar uma vida de restrições, principalmente os mais jovens, de acordo com Eisig. “A moçada prefere operar a ter que ficar tomando remédio continuamente ou mudar seus hábitos”, diz.

De acordo com Lourenço, em torno de 30% dos portadores da doença do refluxo podem apresentar também sintomas extra-esofágicos, como asma ou tosse (quando o líquido gástrico reflui para o pulmão), dor aguda no peito e rouquidão (quando o ácido irrita as cordas vocais).

Para os que sofrem como eu deste distúrbio.

  1. Minha mãe operou de refluxo gastroesofágico, mas só foi eliminado um dos sintomas que era o empachamento estomacal, a acidez na garganta continua. Ela sofre muito com a queimação na boca e diz parecer com pimenta. As cordas vocais também são atingidas, causando rouquidão extrema. Ficamos muito decepcionados pois esperávamos resultados melhores de uma cirurgia tão agressiva (foram dezenas de pontos no abdome), no entanto os sintomas que mais incomodavam permanecem.

  2. Eu tenho 20 anos sempre tenho essa dor horrivel, essa queimação doi demasi, tem hora q penso que nao vou aguentar de tanto que doi e qeima.

  3. Gostei muito da materia, meu filho acabou de apresentar
    essa doença, com essas informações, sei que devo mudar os habito
    alimentares dele, ele tem nove anos. obrigado

  4. Muito chato mesmo!

    Gosto de beber, adoro uma pimentinha, mostarda e por aí vai… Ou seja; tudo o que não pode, rs!

    Os antiácidos realmente não resolvem nada, mas a água de coco no sufoco da queimação, acalma…

  5. fiz a cirurgia de refluxo a 6 meses.uma decepção ,estou pior que estava pois eu tomava pantoprazol e melhorava,agora estou péssima, minha garganta vive toda queimada pelo acido que volta do estomago ,e eu faço dieta regularmente,n recomendo cirurgia para ningém, se quiserem mais informação. email. mroczekneid@yahoo.com.br.

  6. Meu marido está com esses sintomas, o médico recomendou a cirurgia, mais pelo que eu li aqui fiquei com medo, a maioria das pessoas que operarão não tiveram bons resultados.

  7. Faz 4 meses que sofro com isso! Tem períodos que a queimação é insuportável, nem medicação resolve…já gastei tempo e dinheiro com médicos e exames…

  8. Tenho problemas de estomago desde adolescente, agora estou com 38 anos. Há alguns anos atrás fui ao médico e depois de alguns exames, descobri que tenho gastrite de antro. Isso a aproximadamente uns 8 anos atrás, estou sempre tomando omeprazol, mas já algum tempo não tem resolvido meu problema, que agora piorou; porque tenho muito refluxo, principalmente a noite. Agora estou me auto medicando com pantoprazol, que também esta parecendo não resolver mais meu problema. Estou tentando arrumar coragem para procurar novamente um gastro!

  9. Nunca tive nada no estomago. Mais de um tempo pra ca tenho sentido como se tivesse tomado agua fervendo. Fico com a sensação de quentura na garganta. Não sei o que venha ser isto. Quando tenho azia é só por um comp. de magnézia bizurada e sara na hora. E isto que sinto não sarou, por isto to preocupada.

  10. operei de refluxo ha mais ou menos de 3 a 4 anos quatro estou voltando a ter os mesmos sintomas muita tosse sensibilidade na garganta inflamação constante na garganta mas pelo contrario não tenho azia e nem queimação a possibilidade de ter voltado orefluxo

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