Feliz 2013? 1

Ainda que simbolicamente a passagem para um novo ano representa o marco inicial de esperança por dias melhores.

Nesse pensamento, é comum, e isso também faço, desejarmos para os amigos sucesso, saúde,…  (como diz a musiquinha: “muito dinheiro no bolso , saúde pra dar e vender”). Entretanto, de uma certa forma esquecemos que estas conquistas não dependem apenas do nosso esforço individual, mas é uma dádiva divina. (“Decerto vosso Pai Celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas” Mateus 6: 32).

Com efeito, devemos ser merecedores destas bençãos.

Devemos evoluir como pessoa!

Façamos uma auto-análise e nos esforcemos, passo a passo (pois a natureza não dá saltos), para que sejamos mais caridosos, humildes, pacientes… e menos vaidosos, invejosos, avarentos, arrogantes…

Busquemos nosso progresso espiritual  e Deus nos garantirá sua providência.

Sobre isso Jesus nos ensinou:

“Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo, mais do que a vestimenta? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E, quanto ao vestuário, porque andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé? Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. (Mateus 6:25, 26, 28-30, 33 ARC).

 

Sendo assim, desejo que todos nós em 2013 tenhamos mais acertos que erros; que nos tornemos melhores cristãos na certeza de que agindo desta forma tudo o que precisarmos nos sera acrescentado.

Mão de Deus

O nascimento de Jesus (vídeo /animação) 3

Deus criou o mal? (Albert Einstein) 10

Albert Einstein-1921

Albert Einstein-1921

Um professor lançou um desafio aos alunos com a seguinte pergunta:

Criou Deus tudo o que existe?

Um aluno Respondeu, Convictamente:
Sim, ele criou…

Deus Criou realmente tudo o que existe?
Perguntou novamente o professor.
Sim Senhor, respondeu o Jovem.

O Professor contrapôs: Se Deus criou tudo que existe, então Deus criou o mal, Já que o mal existe! E se concordarmos que as nossas obras são o reflexo de nós próprios, então Deus é mal!

O jovem calou-se perante o argumento do mestre que, feliz, regozijava-se por ter provado, uma vez mais, que a fé era um mito.

Outro estudante levanta a mão e diz:
Posso fazer uma pergunta, Professor?
Claro que sim, respondeu ele.

O jovem fez uma curta pausa e perguntou:
Professor, o frio existe?
Mas que raio de pergunta é essa?…Lógico que existe, ou acaso nunca sentiste frio?

Responde o aluno: Na realidade, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da física, o que consideramos frio, na verdade é a ausência de calor. Todos os corpos ou objetos são passivéis de estudo quando possuem ou transmitem energia, o calor é o que faz os corpos tenham e transmitam energia.

O zero absoluto é a ausência total de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagirem, mas o frio não existe. Nós criamos esta definição para descrever de que maneira nos sentimos quando não temos calor.

E a escuridão, existe? Continuou o estudante.
O professor respondeu:
Existe

O estudante respondeu:
A escuridão tão pouco existe.
A escuridão, na realidade, é a ausência de luz.

A Luz podemo-la estudar,
A escuridão, não!
Através do prisma de Nichols, pode decompor-se a luz branca nas suas várias cores, com os diferentes comprimentos de onda.

A escuridão, não!

Como se pode saber quanto escuro está em determinado espaço?
Com base na quantidade de luz presente neste espaço.
A escuridão é uma definição utilizada pelo homem para descrever o que ocorre na ausência de luz.

Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
Professor, o mal existe?

E este respondeu: Como afirmei no inicio, vemos crimes e violência em todo o mundo.
Isto é o mal.

O aluno Respondeu:
O mal não existe, senhor, ou pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem. Em conformidade com os casos anteriores, o mal é uma definição que o jhomem criou para descrever a ausência de Deus.

Deus não criou o mal.
… O mal é o resultado da ausência de Deus no coração dos seres humanos.

Tal e qual como acontece com o frio quando não há calor, ou com a escuridão quando não há luz.

(Albert Einstein)


Deus criou o mal?

Senhor! Senhor! 2

“Se você chamar um ator de grande hipócrita não seria uma ofensa. Na verdade a palavra hipocrisia é a definição clássica do trabalho de um ator. Hipocrisia na língua original, que é o grego, quer dizer: representação, encenação.

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A hipocrisia não é usada somente no teatro, ela é muito comum na vida religiosa; na tentativa de causar danos a outros; e para escapar da culpa e da condenação. Até por benefícios mais leves o fingimento ou a arte teatral chamada hipocrisia é usada para obter vantagens.

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Muitas pessoas fingem, encenam algum tipo de enfermidade para ganhar beneficios do seguro. Alguns maridos ou esposas, às vezes encenam um cansaço para receber benefícios e carinhos. A hipocrisia, o fingimento, a palavra não verdadeira jamais passou pela boca de Jesus. Vamos ler o que Jesus falou sobre a hipocrisia religiosa:

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“Quando você der alguma coisa a um necessitado, não fique contando o que fez, como os hipócritas fazem nas casas de oração e nas ruas. Eles fazem isto para serem elogiados quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de orar em pé nas casas de oração e nas esquinas das ruas para serem vistos por todos. Quando jejuarem, não façam uma cara triste como os hipócritas, pois eles fazem isto para todos saberem que estão jejuando. Cuidado com o fermento dos fariseus, isto é, com a hipocrisia deles. Pois eu afirmo que vocês só entrarão no Reino do céu se, ao fazerem a vontade de Deus, forem mais fiéis…” (Mt 6.2,5,16; 5.20 e Lc 12.1)

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A hipocrisia religiosa tem objetivos específicos: quando o hipócrita conta o bem que fez ele quer ser elogiado e reconhecido como bondoso; quando ora fervorosamente, demonstrando uma autoridade que não possui, deseja a fama, ser visto e procurado por todos; quando jejua, o hipócrita quer que todos saibam do seu esforço e da sua santidade. Na hipocrisia não há nada oculto, tudo é uma exposição, principalmente a fé.

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A religiosidade aparente, ou melhor, o bem encenado, dá uma certa segurança ao religioso e às pessoas que convivem com ele. Porém, Deus despreza o hipócrita. Por mais espiritual que seja a encenação, a vida e a fé não são peças teatrais. Lembre-se, Deus julgará você, o seu coração, os seus propósitos e os seus desejos e não o que você exibe em público. Considere o não seja hipócrita de Jesus como uma ordem a ser obedecida imediatamente. Não seja um ator religioso. Não seja hipócrita! Não tenha vergonha de pedir que Deus ajude você a ser autêntico na fé, nas atitudes, no amor ao próximo e nas palavras. Principalmente nas suas limitações, Deus o abençoa.

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Deus já tem escrito uma série de boas obras para você vivê-las, não permita que a hipocrisia religiosa o afaste do que Deus escreveu.”

Do site: http://carzem.blogspot.com/2009/09/nao-seja-hipocrita.html

O atentado terrorista de 11 de Setembro (A Profecia de Daniel) 46

No dia 11 de setembro de 2001,  o mundo testemunhou um dos maiores atos de covardia e intolerância religiosa da história. 19 fanáticos do grupo islâmico Al-Qaeda sequestraram quatro aeronaves comerciais  e intencionalmente arremessaram duas  contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Manhattan, Nova Iorque.

O ataque ceifou 2.996 vidas.

Hoje (11/09/2010), vários documentários estão sendo exibidos no “History Channel” revelando os momentos mais marcantes da tragédia: Hotel Ground Zero, 102 Minutos que Mudaram o Mundo, O Homem que Previu o 11 de Setembro e O Milagre da Escadaria B.

“O Homem que Previu o 11 de Setembro” narra a vida de Rick Rescorla, vice-presidente de segurança da Morgan Stanley/Dean Witter, a maior instituição financeira do WTC. Sabendo dos riscos que o prédio corria, por seu simbolismo e pela sua fama, Rescorla se preparou para um possível desastre. Ele treinava simulações de incêndio, evacuações e procedimentos de emergência, mantendo-se sempre atento. Tendo na tragédia, colocado em prática tudo o que aprendeu.

Rick Rescoria não teve uma profecia, mas uma forte intuição dos riscos que as torres corriam diante do terrorismo (vale lembrar que em 26/02/1996 o WTC sofreu um ataque a bomba).

A Profecia seria um relato, muitas vezes com conotação religiosa, no qual se prevê acontecimentos futuros. A previsão profética poderia surgir por visões, sonhos ou até mesmo por meio de encontros com seres sobrenaturais, sendo muitas vezes considerados como mensagens divinas.

Na Bíblia, Daniel é considerado um dos maiores profetas. Seu livro faz relatos sobre o fim do mundo, monstros e também anjos. Segundo algumas denominações cristãs, certas partes deste livro foram escritas com uma linguagem propositalmente simbólica, requerendo uma maior busca para sua compreensão.

Pertinente ao “11 de setembro”,  uma profecia de Daniel é particularmente impressionante:

DANIEL 8: 1-7

1 No ano terceiro do reinado do rei Belsazar, apareceu-me uma visão, a mim, Daniel, depois daquela que me apareceu no princípio.

2 E vi na visão (acontecendo, quando vi, que eu estava na cidadela de Susã, na província de Elão), vi, pois, na visão, que eu estava junto ao rio Ulai.

3 E levantei os meus olhos e vi, e eis que um carneiro estava diante do rio, o qual tinha duas pontas; e as duas pontas eram altas, mas uma era mais alta do que a outra; e a mais alta subiu por último.

4 Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o meio-dia; e nenhuns animais podiam estar diante dele, nem havia quem pudesse livrar-se da sua mão; e ele fazia conforme a sua vontade e se engrandecia.

5 E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha uma ponta notável entre os olhos;

6 dirigiu-se ao carneiro que tinha as duas pontas, ao qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o ímpeto da sua força.

7 E o vi chegar perto do carneiro, irritar-se contra ele; e feriu o carneiro e lhe quebrou as duas pontas, pois não havia força no carneiro para parar diante dele; e o lançou por terra e o pisou aos pés; não houve quem pudesse livrar o carneiro da sua mão.


Deste texto biblico, faço algumas ilações:

1º Quem seria o “carneiro” que “dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o meio-dia; e nenhum animal podiam estar diante dele, nem havia quem pudesse livrar-se da sua mão; e ele fazia conforme a sua vontade e se engrandecia”? Qual a maior potencia militar e econômica do Mundo? Os Estados Unidos da América.

2º O que seriam as pontas (chifres em algumas traduções) altas na cabeça do carneiro? As Torres Gêmeas.

3º Uma das pontas (chifres) era maior que a outra – A Torre Norte, ou WTC1, possuia no topo uma torre de telecomunicações que servia como base de irradiação do sinal para algumas emissoras (o que a tornava mais alta que a Torre Sul, ou WTC2).

4o O Bode que atacava o carneiro, vinha “sem tocar no chão” – Se não tocava o chão, estava voando.

5º Quem poderia ser representado pela figura do bode (com barbicha)? Osama…

6º “feriu o carneiro e lhe quebrou as duas pontas, pois não havia força no carneiro para parar diante dele; e o lançou por terra” – Os Estados Unidos não tiveram reação diante do ousado ataque (interno), e as duas Torres entraram em colapso e foram ao chão.

Respeitando o ceticismo de muitos, não vejo a Bíblia como um livro de relatos do passado, mas de advertências e orientações  para o bom futuro.

Fonte: wikipédia

“Na Luz do Amor” (Chico Xavier) 2

Meus queridos irmãos e distintas irmãs em nosso ideal com Jesus.
Supliquemos juntos ao Senhor as dádivas do entendimento e da paz, da fé, e do amor fraternal.
Ante a infinita misericórdia de Nosso Pai, manifesta entre nós em luz e bondade inescedível, temos a considerar por gratidão e reconhecimento, a amizade sincera que nos devemos uns aos outros, o esforço pela adoção da mensagem de amor do evangelho, e o trabalho que nos enobreçe os dias e a vida inteior, sempre louvando a Deus.

Vemos as manifestações dos generosos corações que em nós, pequenino candidato a luz cristã, enchergam o que compete e esplende em Jesus Nosso Senhor, e a nossa gratidão profunda pelo cunho de bondade e ternura, verdadeiro estímulo ao nosso coração ainda imperfeito, a nos propor o proceguimento da grande luta pela renovação de nós próprios à luz do evangelho. Não utilizamos aqui nestas notas de reconhecimento e gratidão, o efeito convencional do pensamento humano divorciado do amor a Deus, não, salientamos a verdade, que se estampa na vida que passamos entre sacrifícios e lágrimas, fé e serviço, a descobrir em sublime uso fruto.

Todos os nossos desentendimentos na terra são ainda nódoas de nossas tendências inferiores qual sombras transitórias entre claridades inapagáveis do Amor Divino. Na jornanda espírita cristã os desafios sempre correm por conta de nossas imperfeições, digo-lhes isto com a sinceridade depreendida das experiências que nos assinalaram os anos de abençoado aprendizado e labor, entre o mundo físico e o espiritual. O Chico que todos vocês identificam com a inalterável bondade de suas almas tão queridas, não é mais que a projeção dos potenciais que brotam, belos e imorredouros, de seu sentimento já convertido a Nosso Senhor Jesus Cristo.

O nosso encargo no espiritismo alcança níveis de responsabilidade muito altos, porque todas as aberturas da sociedade humana à sublime revelação que nos chegou com Allan Kardec, nos requisitam o esquecimento de tudo aquilo que em nós se assemelha a impedimento, a adulteração, dos excelsos propósitos evangélicos então redivivos pelos ensinamentos dos espíritos. A mais expressiva manifestação do amor é a fé, que nos corrige dos vícios, que nos soergue nos dramas e provações de toda ordem, que nos aponta o Senhor no cume do monte, que se alteia cada vez mais pelo mecanismo da evolução e do progresso. A ventura dos que efetivamente compreendem a doutrina dos espíritos está em servir, porque servindo sem exigências, sem elitismo, sem a sombra dolorosa das vaidades e do orgulho, exercitamos o dom do amor. Não há outro meio meus irmãos de ver e sentir Deus por dentro do próprio ser.

O cisco que lhes fala neste instante, ainda por muito tempo necessita das preces amorosas e amigas de todos vocês. Uma encarnação, iluminados pela doutrina e buscando a própria educação nas disciplinas libertadoras, é um passo expressivo, mas não a santidade, consoante muitos pensam. Respeito a todos é o princípio elementar da subida. Não reconhecemos autoridade em quem não ama, excluído dos propósitos divinos. Mas quando o silêncio nos freia os impulsos primitivos e a paciência nos versa sobre a sabedoria de Deus, o verdadeiro entendimento do que o espiritismo nos revela, nos torna melhores e nos capacita a secundar os bons espíritos nesta escalada que segue para o infinito da criação revelando-nos Deus.

Amemo-nos uns aos outros meus irmãos, sem competições, sem vaidade, sem presunção, sem desprezo ao que nos ensinou Jesus em sua missão redentora de nossos velhos e perigosos hábitos humanos.

Sobre o nosso Brasil paira a bençãos da mais grave responsabilidade, a da vivência do evangelho puro e simples em que a fé e a caridade dando-se as mãos, ilustre, para todos os nossos irmãos em sofrimentos e negação, a presença de Deus.

Nós agradecemos com a alma e o coração empenhados no compromisso de servir e amar, porque a mais alta distinção de um filho de Deus altíssimo, é fazer sua augusta vontade em todos os lances e ocorrências do caminho.

Suplico ao nosso anjo maternal, Nossa Mãe Santíssima, que a todos abençõe em nome Dele, o Senhor e Mestre, Nosso Governador Planetário.

Que nossos benfeitores de sempre, a serviço de Ismael no Brasil, e, em favor de todo o mundo, nos inspirem hoje e em todos os dias que virão, a compaixão e a amizade, a confiança e a abnegação.

Obrigado meus amigos tão queridos. A homenagem dos corações segue para Jesus, como todas as nascentes fornecem a água que repousará nos oceanos.

Sirvamos sem desalento e sem exigência, porque o amor é o nosso prêmio supremo, falando de Deus ao nosso ser.

Do menor servidor e amigo de todos,

Chico Xavier

Mensagem psicográfada pelo médium Wagner Gomes da Paixão (dia 18 de abril de 2010) no encerramento do 3o Congresso Espírita Brasileiro. Evento organizado pela FEB  no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Ocasião em que celebraram o centenário de nascimento de Francisco Cândido Xavier, que foi o tema central do encontro.

“Ave Maria” de Schubert – Latim – Luciano Pavarotti 2

Meu blogue não poderia deixar ter esta  música.

Maria Mãe de Jesus rogai por nós.

Ave Maria, gratia plena
Dominus tecum
Benedicta tu in mulieribus
Et benedictus fructus ventris tui Jesus.
Sancta Maria, Mater Dei,
Ora pro nobis peccatoribus
Nunc et in hora mortis nostrae
Amen.

O rico e Lázaro – Evangelho de Lucas 16: 19-31 6

Havia uma vez um homem rico que só se vestia de purpura linho fino e se banqueteava todos os dias. Seu luxo era grande. Tinha dispensa farta e seus vinhos vinham de sua adega, produzidos também em sua vinícola. Possuía muitos criados e não se importava com o seu próximo.

Havia também um homem pobre, de nome Lázaro (Eliezer), que se sentava na porta do rico, todo coberto de pústulas. E não queria mais que as migalhas do rico e nem isso tinha; e dentro daquela casa, só os cães vinham lamber-lhe as feridas. Pobre Lázaro, doente, faminto e só no mundo. Sem ninguém que o acudisse no seu sofrimento no seu infortúnio.

Acontece que Lázaro morreu, e os anjos do céu o levaram para o seio de Abraão. Ali sentiu-se feliz, pois Abraão o esperava. Viu-se cheio de saúde sem as feridas pustulentas que cobriam o seu corpo. Sentiu-se alegre e feliz. Que lugar mais bonito e agradável. Flores multicores ornavam a paisagem cheia do verde das árvores. Um céu de estrelas cintilantes e umas manhãs e tardes de inesquecível beleza, com o brilho do sol trazendo um calor ameno e suave. Criaturas sorridentes e felizes, estavam nas cercanias, parecendo que já os conhecia de longa data.

O rico também morreu e foi enterrado.

Somente que com grande diferença. Seu espírito se encontrou em um terrível lugar. Entre meio de tormentos. Sentiu-se tal qual era evidentemente. Seus restos mortais (matéria) foram para o seio da terra e o espírito imortal continuou a se sentir muito mal, pois não se encontrava em seu majestoso palácio, cercado pela criadagem. Também estava roto e faminto. Onde estava a pompa que o cercava? Onde os vassalos que o serviam? Sentia-se triste e abatido. Quis reclamar, gritar, ordenar, mas para quem? Estava só. Assustava-se com as companhias que lhe apareciam vez por outras. Eram seres estranhos, caras horríveis, animais repulsivos, árvores disformes, com galhos que pareciam querer agarra-lo. Tudo ali era sinistro e terrível.

Levantou os olhos e viu lá distante, Lázaro no seio de Abraão e implorou “meu pai Abraão, tenha piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo com água e refrescar minha língua, que queima como fogo neste horrível lugar”.

Abraão respondeu “lembra-te meu filho que na vida terrena, tomaste como teu o que era bom e Lázaro tomou como seu o que era mau. Agora ele está confortado e tu padeces. Ademais há um grande abismo entre os dois. Os que aqui estão não podem se passar para ai, e os que ai estão não podem se passar para aqui”.

Então o homem que fora rico, disse: Se é assim, manda Lázaro a casa de meu pai, porque eu tenho cinco irmãos; e que ele os avise, de modo que possam escapar ao que me coube.
Mas Abraão respondeu: “Não tem eles lá Moisés e os Profetas; ouçam-nos”.

Mas ele insistiu “Não, Pai Abraão, se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão”.

Abraão porém, lhe respondeu:” Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixaram persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.”

ASSISTIR >>>>> ANIMAÇÃO DA PARÁBOLA: O RICO E LÁZARO


Ser religioso ou ser cristão? 10

Recebi por e-mail este texto. Nada sei sobre a veracidade do fato narrado, mas serve como uma excelente lição acerca da diferença entre a religiosidade  e o ser (verbo) cristão no sentido prático da palavra (tratado no texto como espiritualidade).

“O texto mais lúcido que li sobre o episódio envolvendo os jogadores do Santos numa visita ao Lar Espírita Mensageiros da Luz, que cuida de crianças com deficiência cerebral para entregar ovos de Páscoa. Uma parte dos atletas recusaram-se a entrar na entidade e preferiram ficar dentro do ônibus do clube, sob a alegação de que são evangélicos.


Os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa. Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso cada vez mais me convenço de que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.

A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé. A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.

Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo, ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.

O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai. E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.

Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz. Os valores espirituais agregam pessoas, aproximam os diferentes, fazem com que os discordantes no mundo das crenças se dêem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero e, inclusive, religião.

Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina – ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental.


Ed René Kivitz, cristão, pastor evangélico, e santista desde pequenininho.”

Oração de um Juiz 4

SENHOR TU ÉS O JUIZ DOS JUIZES

SENHOR! Eu sou o único na terra a quem Tu deste uma parcela de tua Onipotência: o poder de condenar ou absolver meus semelhantes.

Diante de mim as pessoas se inclinam; à minha voz socorrem, à minha palavra obedecem, ao meu mandado se entregam, ao meu gesto se unem ou se separam ou se despojam. Ao meu aceno as portas das prisões se fecham às costas do condenado ou se lhe abrem um dia para a liberdade. O meu veredicto pode transformar a pobreza em abastança e a riqueza em miséria. Da minha decisão depende o destino de muitas vidas. Sábios e ignorantes, ricos e pobres, homens e mulheres, os nascituros, as crianças, os jovens, os loucos e moribundos, todos estão sujeitos, desde o nascimento até a morte à LEI que eu represento e à JUSTIÇA, que eu simbolizo.

Quão pesado e terrível é o fardo que puseste nos meus ombros. Ajuda-me, Senhor! Faze com que eu seja digno dessa excelsa missão. Que não me seduza a vaidade do cargo, não me invada o orgulho, não me atraia a tentação do mal, não me fascinem as honrarias, não me exalcem as glórias vãs. Unge as minhas mãos, cinge a minha fronte, bafeja o meu espírito, a fim de que eu seja um sacerdote do Direito, que tu criaste para a sociedade humana. Faze da minha toga um manto incorruptível e da minha pena não o estilete que fere, mas a seta que assinala a trajetória da Lei, no caminho da Justiça.

AJUDA-ME SENHOR! a ser justo e firme, honesto e puro, comedido e magnânimo, sereno e humilde. Que eu seja implacável com o erro, mas compreensível com os que erram. Amigo da verdade e guia dos que a procuram. Aplicador da lei, mas antes de tudo, um cumpridor da mesma. Não permitas jamais que eu lave as mãos como Pilatos diante do inocente, nem atire como Herodes sobre os ombros do oprimido a túnica do opróbrio. Que eu não tema a César e nem por temor dele pergunte ao povoléu se ele prefere “Barrabás ou Jesus”.

Que meu veredicto não seja o anátema candente e sim a mensagem que regenera, a voz que conforta, a luz que clareia, a água que purifica, a semente que germina, a flor que nasce no azedume do coração humano. Que a minha sentença possa levar consolo ao atribulado e alento ao perseguido. Que ela possa enxugar as lágrimas da viúva e o pranto dos órfãos.

E quando diante da cátedra em que me assento desfilarem os andrajosos, os miseráveis, os panas sem fé e sem esperança nos homens, espezinhados, escorraçados, pisoteados e cujas bocas salivarem sem ter pão e cujos os rostos são lavados nas lágrimas da dor, da humilhação e do desprezo, AJUDA-ME SENHOR, a saciar a sua fome e sede de Justiça.

AJUDA-ME SENHOR! Quando as minhas horas se povoarem de sombras; quando as urzes e os cardos do caminho me ferirem os pés; quando for grande a maldade dos homens; quando as labaredas do ódio creptarem e os punhos se erguerem; quando o maquiavelismo e a solércia se insinuarem nos caminhos do bem e inverterem as regras da razão; quando o tentador ofuscar a minha mente e perturbar os meus sentidos.

AJUDA-ME SENHOR! Quando me atormentar a dúvida, ilumina o meu espírito; quando eu vacilar, alenta a minha alma; quando eu esmorecer, conforta-me; quando eu tropeçar, ampara-me.

E quando um dia finalmente eu sucumbir e então como réu comparecer à Tua Augusta Presença, para o eterno juízo, olha compassivo para mim. Dita, senhor, a Tua sentença. JULGA-ME COMO UM DEUS. EU JULGUEI COMO HOMEM.

Autor:  João Alfredo Medeiros Vieira (juiz aposentado e membro da Academia Catarinense de Letras)
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