Aos críticos do “Mutirão Carcerário” ( Amazonas ) 3

Carapuça

O “Mutirão Carcerário” no Amazonas esta em sua fase final. Com data  marcada para seu encerramento (03/07/2009), contará com a participacão do Presidente do CNJ e STF, Ministro Gilmar Mendes.

Como Juiz integrante da comissão que realizou tal tarefa, confesso que fiquei muito decepcionado pela falta de apoio de alguns, que dominados  pela vaidade e descaso para este problema social, causaram óbices ao trabalho que estava sendo realizado.

Sendo assim, como protesto, dedico esta charge aos que atacaram o “mutirão carcerário” ou qualquer outra ação que vise a reinserção social dos condenados; aos que se consideram senhores supremos da vida e da morte dos detentos; aos mercadores da liberdade; aos que desprezam os direitos humanos; aos que vêem os presídios como esgotos de seus semelhantes; que afirmam peremptoriamente que todos os que estão ali (penitenciárias) são criminosos irrecuperáveis; aos que criticam em gabinetes confortáveis sem nunca terem ido uma única vez enxergar as condições dos estabelecimentos prisionais; aos que pensam serem os donos dos processos e dos presos; aos que  se inflam de arrogância, má-vontade, quando estes (processos) são analisados por outros; aos que se revoltaram com a soltura  deferida pelo “Mutirão”  que os fez perder algum honorário (valorizando mais a pecúnia do que a liberdade e a justiça).

Salmo 37: 1 Não te enfades por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade. 2 Pois em breve murcharão como a relva, e secarão como a erva verde.

Mateus7: 1 Não julgueis, para que não sejeis julgados. 2 Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida que medis vos medirão a vós.

Como dito no célebre livro “Crime e Castigo” de autoria do ex-presidiário e um dos maiores escritores da história FIÓDOR DOSTOIÉVSKI (1821 – 1881): “É possível julgar o grau de civilização de uma sociedade visitando suas prisões”


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VEJA:

O mutirão carcerário, os índices de violência e aqueles que não sabem o que falam

Em defesa dos “Mutirões Carcerários”

Ministro Gilmar Mendes conclama os Juízes de Execução a visitarem presídios

Encerramento do “Mutirão Carcerário” no Amazonas

A realidade do Sistema Carcerário brasileiro – superlotação

Cabe honorário advocatício na fase de cumprimento de sentença 2

A mudança no Código de Processo Civil introduzida pela Lei n. 11.232/05 gerou dúvidas quanto ao cabimento de honorários advocatícios no “cumprimento de sentença”. Essa fase substituiu o processo autônomo que era necessário para receber um crédito reconhecido na condenação. A lei passou a tratar a execução de sentença como fase complementar do mesmo processo em que o crédito foi assegurado.

De acordo com a jurisprudência firmada pela Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), essa alteração não trouxe nenhuma modificação quanto aos honorários advocatícios. De acordo com o ministro Sidnei Beneti, presidente da Terceira Turma, que, com a Quarta Turma compõe a Segunda Seção, embora o capítulo do cumprimento de sentença seja omisso quando à fixação de verba honorária, a interpretação sistemática da norma leva ao entendimento de que é cabível o arbitramento de honorários.

Esse entendimento foi aplicado no recurso especial ajuizado por um grupo de advogados contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Por unanimidade, os desembargadores suspenderam o arbitramento de honorários advocatícios no cumprimento de sentença. Para eles, essa fase é uma mera continuação do processo de conhecimento.

A decisão do tribunal local foi reformada no STJ. O relator do recurso, ministro Sidnei Beneti, ressaltou que o advogado da parte, quando continua atuando no processo para que o cliente receba o seu crédito, deve ser remunerado por esse trabalho. Para ele, a fixação dos honorários na sentença leva em consideração apenas o trabalho desenvolvido até aquela fase do processo.

Seguindo as considerações do relator, a Terceira Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso para que incida verba honorária no valor de R$ 5 mil sobre a parte da sentença não cumprida voluntariamente pelo devedor.

Fonte: Superior Tribunal de Justiça (www.stj.jus.br)

Foro privilegiado de comandantes de polícia é inconstitucional Resposta

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) encaminhou à Procuradoria Geral da República (PGR) uma representação para ajuizamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que declare inconstitucional o foro privilegiado para o delegado-geral de Polícia Civil e os comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, estabelecido pela Constituição do Estado do Amazonas e pela Lei Ordinária nº 2.271/94.

O pedido, assinado pelos procuradores da República Thales Messias Pires Cardoso, Edmilson da Costa Barreiros Júnior, Isac Barcelos Pereira de Souza e Silvio Pettengill Neto, foi encaminhado ao procurador-geral da República, Antônio Fernando Barros e Silva de Souza, no final do mês passado e aguarda análise.

Foro privilegiado

A Constituição do Estado do Amazonas prevê, no artigo 72, que compete ao Tribunal de Justiça processar e julgar, originariamente, os comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral.

Já o foro privilegiado para o delegado-geral de Polícia Civil está previsto no artigo 2º da Lei Lei Ordinária Estadual nº 2.271/94, que equipara o delegado-geral a secretário de Estado, atribuindo a ele os direitos e prerrogativas de secretário.

O foro privilegiado constitui matéria sobre a qual somente a Constituição, da República ou dos Estados e Distrito Federal, pode disciplinar. As Constituições Estaduais ou Distritais devem observar o disposto no artigo 125 da Constituição Federal, que enuncia que “os Estados organizarão sua justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição”.

A fixação de competência dos Tribunais de Justiça pelas respectivas Constituições Estaduais para julgar originalmente determinadas autoridades tem que manter simetria com a Constituição Federal, respeitando os princípios estabelecidos pela norma maior do país.

De acordo com os procuradores que assinam o documento, como a Constituição Federal não estabelece foro privilegiado aos dirigentes dos organismos policiais instituídos pelo artigo 144, que inclui as polícias Federal e Rodoviária Federal, a designação do Tribunal de Justiça para julgar os comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros não segue os princípios da norma federal.

Para o MPF/AM, o foro privilegiado atribuído, de forma inconstitucional, ao delegado-geral de Polícia Civil e aos comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros prejudica o exercício do controle externo da atividade policial, que é função institucional do Ministério Público, conforme resolução do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Origem do pedido

O pedido encaminhado à PGR para ajuizamento de Adin teve início com um procedimento administrativo aberto no MPF/AM com base em uma representação do juiz titular da 13ª Vara do Juizado Especial Criminal, Erivan de Oliveira Santana, relatando que a Polícia Civil não cumpria sua função de polícia judiciária, de acordo com o previsto no artigo 144 da Constituição Federal.

Entre os documentos apresentados ao MPF/AM, estava um ofício encaminhado ao juiz pelo delegado-geral de Polícia Civil, Mário César Medeiros Nunes, informando que não cumpriria determinação feita pelo magistrado. “Não sou subordinado deste juízo, portanto não tenho motivos para cumprir o determinado; (…) e, finalmente, o Delegado Geral de Polícia goza de ‘status’ e prerrogativas de Secretário de Estado e, sendo assim, só pode ser acionado pelos Excelentíssimos Senhores Desembargadores do Tribunal de Justiça e não pelos Juízos monocráticos.”, afirmou ele, no ofício.

A partir da representação do juiz e da apresentação dos documentos, os procuradores analisaram a legislação estadual que trata do foro privilegiado e concluíram pela inconstitucionalidade da determinação.

Fonte: Procuradoria Geral d República no Amazonas (http://www.pram.mpf.gov.br)

Parabenizo o Ministério Público Federal pela iniciativa e defesa de nossa Lei Fundamental.

gatinha-arrogantePara alguém exercer um cargo público relevante é necessário um mínimo de preparo acadêmico, profissional e psicológico

Tal fato, lembrou-me uma palestra proferida pelo Juiz Federal William Douglas, que indagado sobre a arrogância de certas autoridades públicas respondeu que ” a arrogáncia é inversamente proporcional a ignorância (saber) da autoridade. Que esta utiliza-se da força para tentar esconder as deficiências no seu conhecimento técnico-profissional”.

VEJA:

ABUSO DE AUTORIDADE

Uma análise sobre a “Juizite”

CCJ do Senado rejeita PEC que afronta a garantia de vitaliciedade dos Magistrados Resposta

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal rejeitou, em sessão extraordinária realizada nesta quinta-feira, dia 18 de junho, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 45/2007, que pretende alterar o art. 103-B da Constituição Federal para determinar a perda do cargo de membros do Poder Judiciário, por decisão administrativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A rejeição da matéria já havia sido pleiteada pela AMB que, no dia 9 de junho, encaminhou ofício ao senador Álvaro Dias (PSDB-PR), relator da PEC, que atendeu a solicitação da entidade, dando parecer pela inconstitucionalidade da proposta.

Na visão da AMB, a proposta, de autoria do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), é inconstitucional, já que a Constituição consagra o princípio da vitaliciedade dos membros do Judiciário, segundo o qual o magistrado – após dois anos de exercício – somente poderá perder seu cargo mediante sentença judicial transitada em julgado.

De acordo com a Associação, o princípio da vitaliciedade é uma “garantia institucional de fundamental importância para toda a sociedade, com vistas a assegurar a necessária imparcialidade do juiz”, e dessa forma, não deve ser entendido como privilégio dos magistrados. A entidade defende, no ofício, que tal princípio representa “pedra angular do Estado Democrático de Direito, ao conferir estabilidade e segurança ao pleno exercício funcional”.

Para o presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão (Amma), Gervásio dos Santos, a rejeição da PEC por parte da CCJ do Senado representa a confirmação de que o princípio da vitaliciedade é fundamental para garantir a autonomia do Poder Judiciário. “O magistrado é um agente público e por isso só pode perder seu cargo por decisão judicial”, observa Gervásio.

O juiz maranhense também destaca que o parecer da CCJ demonstra a respeitabilidade da AMB junto ao Congresso Nacional. “Foi justamente após a reivindicação expressa da entidade que a comissão reconheceu que a aprovação da PEC implicaria em afrontar cláusula pétrea da Constituição Federal, a qual assegura a independência dos Três Poderes”, completa.

No mesmo documento, a Associação destacou ainda que os magistrados que se desviam de sua nobre missão devem ser excluídos dos quadros do Judiciário, desde que depois de devidamente julgados. Mas, segundo a AMB, já existem, no ordenamento jurídico vigente, instrumentos necessários para investigar, julgar e punir eventuais transgressões.

A PEC n° 45/2007 já havia sido rejeitada quando da tramitação da reforma do Judiciário no Senado Federal. Agora, caso não haja recurso para sua apreciação pelo Plenário no prazo regimental, a proposta será arquivada.

Fonte: Associação dos Magistrados Brasileiros (www.amb.com.br)

Supremo decide que é inconstitucional a exigência de diploma para o exercício do jornalismo 1

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Por maioria, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira, que é inconstitucional a exigência do diploma de jornalismo e registro profissional no Ministério do Trabalho como condição para o exercício da profissão de jornalista.

O entendimento foi de que o Decreto-Lei 972/1969, baixado durante o regime militar, não foi recepcionado pela Constituição Federal (CF) de 1988 e que as exigências nele contidas ferem a liberdade de imprensa e contrariam o direito à livre manifestação do pensamento inscrita no artigo 13 da Convenção Americana dos Direitos Humanos, também conhecida como Pacto de San Jose da Costa Rica.

A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 511961, em que se discutiu a constitucionalidade da exigência do diploma de jornalismo e a obrigatoriedade de registro profissional para exercer a profissão de jornalista. A maioria, vencido o ministro Marco Aurélio, acompanhou o voto presidente da Corte e relator do RE, ministro Gilmar Mendes, que votou pela inconstitucionalidade do DL 972.

Para Gilmar Mendes, “o jornalismo e a liberdade de expressão são atividades que estão imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensados e tratados de forma separada”, disse. “O jornalismo é a própria manifestação e difusão do pensamento e da informação de forma contínua, profissional e remunerada”, afirmou o relator.

O RE foi interposto pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp) contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que afirmou a necessidade do diploma, contrariando uma decisão da 16ª Vara Cível Federal em São Paulo, numa ação civil pública.

No RE, o Ministério Público e o Sertesp sustentam que o Decreto-Lei 972/69, que estabelece as regras para exercício da profissão – inclusive o diploma –, não foi recepcionado pela Constituição de 1988.

Além disso, o artigo 4º, que estabelece a obrigatoriedade de registro dos profissionais da imprensa no Ministério do Trabalho, teria sido revogado pelo artigo 13 da Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969, mais conhecida como Pacto de San Jose da Costa Rica, ao qual o Brasil aderiu em 1992. Tal artigo garante a liberdade de pensamento e de expressão como direito fundamental do homem.

Advogados das partes

Essa posição foi reforçada, no julgamento de hoje, pela advogada do Sertesp, Taís Borja Gasparian, e pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza. A advogada sustentou que o DL 972/69 foi baixado durante o regime militar e teve como objetivo limitar a livre difusão de informações e manifestação do pensamento. Segundo ela, o jornalista apenas exerce uma técnica de assimilação e difusão de informações, que depende de formação cultural, retidão de caráter, ética e consideração com o público.

Em apoio à mesma tese, o procurador-geral da República sustentou que a atual legislação contraria o artigo 5º, incisos IX e XIII, e o artigo 220  da Constituição Federal, que tratam da liberdade de manifestação do pensamento e da informação, bem como da liberdade de exercício da profissão.

O advogado João Roberto Piza Fontes, que subiu à tribuna em nome da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), advertiu que “o diploma não impede ninguém de escrever em jornal”. Segundo ele, a legislação dá espaço para os colaboradores com conhecimentos específicos em determinada matéria e, também, para os provisionados, autorizados a exercer o jornalismo onde não houver jornalista profissional formado nem faculdade de Comunicação.

Segundo ele, o RE é apenas uma defesa das grandes corporações e uma ameaça ao nível da informação, se o jornalismo vier a ser exercido por profissionais não qualificados, assim como um aviltamento da profissão, pois é uma ameaça à justa remuneração dos profissionais de nível superior que hoje estão na profissão.

Também em favor do diploma se manifestou o a advogada Grace Maria Mendonça, da Advocacia Geral da União (AGU). Ela questionou se alguém se entregaria na mão de um médico ou odontólogo, ou então de um piloto não formado. Segundo ela, não há nada no DL 972 que contrarie a Constituição Federal. Pelo contrário, ele estaria em plena consonância com a Carta.

Votos

Ao acompanhar o voto do relator, a ministra Cármen Lúcia disse que a CF de 1988 não recepcionou o DL 972. “Não há recepção nem material nem formal”, sustentou ela. Além disso, a ministra considerou que o artigo 4º do DL contraria o artigo 13 do Pacto de San Jose da Costa Rica.

No mesmo sentido votou o ministro Ricardo Lewandowski. Segundo ele, “o jornalismo prescinde de diploma”. Só requer desses profissionais “uma sólida cultura, domínio do idioma, formação ética e fidelidade aos fatos”. Segundo ele, tanto o DL 972 quanto a já extinta – também por decisão do STF – Lei de Imprensa representavam “resquícios do regime de exceção, entulho do autoritarismo”, que tinham por objeto restringir informações dos profissionais que lhe faziam oposição.

Ao também votar pelo fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, o ministro Carlos Ayres Britto distinguiu entre “matérias nuclearmente de imprensa, como o direito à informação, criação, a liberdade de pensamento”, inscritos na CF, e direitos reflexamente de imprensa, que podem ser objeto de lei. Segundo ele, a exigência do diploma se enquadra na segunda categoria. “A exigência de diploma não salvaguarda a sociedade para justificar restrições desproporcionais ao exercício da liberdade jornalística”, afirmou.

Ele ponderou, no entanto, que o jornalismo continuará a ser exercido por aqueles que têm pendor para a profissão, sem as atuais restrições. Ao votar contra elas, citou os nomes de Carlos Drummond de Andrade, Otto Lara Resende, Manuel Bandeira, Armando Nogueira e outros como destacados jornalistas que não possuíam diploma específico.

Por seu turno, ao votar com o relator, o ministro Cezar Peluso observou que se para o exercício do jornalismo fossem necessárias qualificações como garantia contra danos e riscos à coletividade, uma aferição de conhecimentos suficientes de verdades científicas exigidas para a natureza do trabalho, ofício ou profissão, o diploma se justificaria.

Entretanto, segundo ele, “não há, no jornalismo, nenhuma dessas verdades indispensáveis”, pois o curso de Comunicação Social não é uma garantia contra o mau exercício da profissão.

“Há riscos no jornalismo?”, questionou. “Sim, mas nenhum é atribuível ao desconhecimento de verdade científica que devesse governar a profissão”, respondeu, ele mesmo.

Ele concluiu dizendo que, “há séculos, o jornalismo sempre pôde ser bem exercido, independentemente de diploma”.

O ministro Eros Grau e a ministra Ellen Gracie acompanharam integralmente o voto do relator, ministro Gilmar Mendes.

Último a proferir seu voto no julgamento, o decano da Corte, ministro Celso de Mello, acompanhou o relator do recurso. O ministro fez uma análise histórica das constituições brasileiras desde o Império até os dias atuais, nas quais sempre foi ressaltada a questão do livre exercício da atividade profissional e acesso ao trabalho.

Ainda no contexto histórico, o ministro Celso de Mello salientou que não questionaria o que chamou de “origem espúria” do decreto-lei que passou a exigir o diploma ou o registro profissional para exercer a profissão de jornalista, uma vez que a norma foi editada durante o período da ditadura militar.

Para o ministro, a regra geral é a liberdade de ofício. Ele citou projetos de lei em tramitação no Congresso que tratam da regulamentação de diversas profissões, como modelo de passarela, design de interiores, detetives, babás e escritores. “Todas as profissões são dignas e nobres”, porém há uma Constituição da República a ser observada, afirmou.

Divergência

Ao abrir divergência e votar favoravelmente à obrigatoriedade do diploma de jornalista, o ministro Marco Aurélio ressaltou que a regra está em vigor há 40 anos e que, nesse período, a sociedade se organizou para dar cumprimento à norma, com a criação de muitas faculdades de nível superior de jornalismo no país. “E agora chegamos à conclusão de que passaremos a ter jornalistas de gradações diversas. Jornalistas com diploma de curso superior e jornalistas que terão, de regra, o nível médio e quem sabe até o nível apenas fundamental”, ponderou.

O ministro Marco Aurélio questionou se a regra da obrigatoriedade pode ser “rotulada como desproporcional, a ponto de se declarar incompatível” com regras constitucionais que preveem que nenhuma lei pode constituir embaraço à plena liberdade de expressão e que o exercício de qualquer profissão é livre.

“A resposta para mim é negativa. Penso que o jornalista deve ter uma formação básica, que viabilize a atividade profissional, que repercute na vida dos cidadãos em geral. Ele deve contar com técnica para entrevista, para se reportar, para editar, para pesquisar o que deva estampar no veículo de comunicação”, disse o ministro.

“Não tenho como assentar que essa exigência, que agora será facultativa, frustando-se até mesmo inúmeras pessoas que acreditaram na ordem jurídica e se matricularam em faculdades, resulte em prejuízo à sociedade brasileira. Ao contrário, devo presumir o que normalmente ocorre e não o excepcional: que tendo o profissional um nível superior estará [ele] mais habilitado à prestação de serviços profícuos à sociedade brasileira”, concluiu o ministro Marco Aurélio.

Fonte: Supremo Tribunal Federal (www.stf.jus.br)

Falta grave interrompe contagem de tempo para concessão de progressão de regime Resposta


O cometimento de falta grave pelo condenado determina o reinício da contagem do prazo para a concessão de benefícios relativos à execução da pena, inclusive a progressão de regime prisional. Com esse entendimento, a Quinta Turma do STJ negou a um presidiário o pedido para permanecer no regime semiaberto. Ele perdeu o benefício em razão do uso de entorpecentes no interior do presídio.

A defesa objetivava retirar a anotação de falta grave dos assentamentos do réu com o argumento de que a suposta infração não teria sido comprovada por meio de corpo delito que provasse a materialidade. O réu foi condenado à pena de 11 anos e 3 meses de reclusão em regime inicial fechado por tráfico ilícito de entorpecente e gozava do regime de progressão concedido após o cumprimento de 1/6 da pena. A defesa ingressou com habeas corpus com pedido de liminar pela manutenção do regime semiaberto.

A Quinta Turma entendeu que a falta foi apurada por regular procedimento administrativo disciplinar, razão pela qual não há que se falar em ausência de exame de corpo de delito. A Turma considerou ainda que a data base para a contagem do novo período aquisitivo do benefício é a do cometimento da última falta grave, calculado do período restante de pena a ser cumprido.

Fonte: Superior Tribunal de Justiça (www.stj.jus.br)

“Direito de ir e vir” parte II Resposta

Autorização para magistrados do Amazonas se ausentarem do estado é questionada pela AMB

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) deu entrada, na tarde desta quinta-feira, em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) para questionar resolução editada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM), que obriga os magistrados a pedirem autorização à presidência da Corte para se ausentarem do estado. A ação foi motivada por pedido da Associação dos Magistrados do Amazonas (Amazon), que, na última reunião do Conselho de Representantes da AMB, realizada no dia 15 de maio, apresentou requerimento para que fosse analisada a possibilidade de ajuizamento da Adin. A proposta foi aprovada pelos conselheiros.

No dia 26 de dezembro de 2007, o TJ-AM editou a resolução 43, regulamentando a prestação jurisdicional em regime de plantão nas comarcas do interior. Segundo a AMB, uma das razões que fazem a norma inconstitucional é o fato de que a ausência de um magistrado em sua comarca é matéria de lei complementar e, por esta razão, não poder ser disciplinada por lei estadual. “Tendo em vista que o dispositivo criou novas obrigações aos magistrados, sem qualquer amparo constitucional ou legal, e ainda usurpando a competência constitucional do Estatuto da Magistratura, tal como dispôs o art. 93, da Constituição”, observa o texto da ação. Exemplos de decisões do próprio Supremo nesse sentido também constam da inicial.

Além disso, a Associação sustenta que a resolução do TJ-AM fere o amplo direito de ir e vir e da dignidade dos juízes, garantindo pela Constituição Federal para todo e qualquer cidadão brasileiro. A própria Loman estabelece apenas a exigência que o magistrado resida na comarca em que atua, não estabelecendo, no entanto, nenhuma restrição quanto ao direito de livre locomoção do magistrado, inclusive para efeitos da ausência da comarca. “Diante do direito fundamental à dignidade da pessoa humana e à liberdade de locomoção, nem mesmo a lei complementar a que se refere o art. 93, da Constituição, poderia conter tal restrição ao direito dos magistrados. Com muito maior razão, não poderia uma lei complementar estadual afastar o cumprimento de garantias constitucionais a que os magistrados têm direito, até na qualidade de cidadãos”, afirma a ação ajuizada no Supremo.

Fonte: Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) – http://www.amb.com.br

Obesidade e Hipertensão (Dr. Dráuzio Varella) 17

A cada ano, 300 mil pessoas morrem de doenças cardiovasculares no Brasil. A causa de metade dessas mortes é a hipertensão, a pressão alta.

Hipertensão não respeita idade, cor, sexo, nem religião. Negro, branco, oriental, mulher, homem, velho, moço, rico ou pobre, qualquer um pode ter pressão alta. No Brasil, a doença atinge 45 milhões de pessoas. E metade delas nem desconfia que sua pressão está alta.

Creuza Maria Pereira da Silva, 61 anos, doméstica, 70,9 quilos.

– Sua pressão está 19,5 por 12, bem acima do que a gente considera normal, que seria 14 por 9”, avalia o médico que a examinou.

Creuza – Quando eu fico nervosa eu sinto que ela sobe um pouquinho.

Muita gente acha que, quando a pressão sobe, a pessoa tem dor de cabeça. Não é verdade! Geralmente a pessoa não sente nada. Pressão alta é um assassino silencioso.

Sônia e Eremildes sempre gostaram de comer bem.

– Ele me conquistou com uma lasanha maravilhosa que preparou para mim. Com molho à bolonhesa e catupiri e ainda escreveu ‘eu te amo’ com catupiri, diz a assistente financeira Sônia Kiseliovas Santos.

Quando ainda eram namorados, os dois tinham uma vida mais ativa.

Sonia – Quando a gente começou a ficar junto, começou a fazer comida boa um pro outro, né? Resultado: eu tinha 20 quilos menos, mais ou menos isso.

Por que a obesidade faz subir a pressão? Porque quanto maior a quantidade de gordura, maior a resistência à passagem do sangue pelos vasos. O coração é uma bomba que impulsiona o sangue oxigenado através da aorta, a artéria que dá ramos para irrigar o organismo inteiro. Na pessoa hipertensa, o coração encontra mais resistência para fazer a corrente sanguínea progredir através do sistema. Por isso é obrigado a fazer mais força. Faz tanta força que empurra a aorta para cima e para trás.

A distribuição da gordura no corpo pode determinar se existe probabilidade de complicações cardiovasculares. Quem tem culote, quadril largo, coxas grossas – a forma de pêra – corre menos risco. Quando a gordura está concentrada na barriga – corpo em forma de maçã – a chance de ter ataques cardíacos e derrames cerebrais é maior. Nos homens, a circunferência da cintura, medida na altura do umbigo, não deve ultrapassar 102 centímetros. Nas mulheres, deve fica abaixo de 88 centímetros.

Dr. Drauzio – Como a Sônia descobriu que era hipertensa?

Sonia – Uma vez eu fui fazer um check-up normal. O médico mediu minha pressão e eu estava com 24 por 13, mas eu não sentia absolutamente nada. Sinceramente, eu nem sabia que eu tinha pressão alta”.

Dr. Drauzio – Hipertensão é doença traiçoeira. Com 24 de pressão, você poderia ter tido um problema sério, um ataque cardíaco, um derrame cerebral.

Quando se mede a pressão, o aparelho marca dois números. O maior mede a pressão sobre as artérias quando o coração se contrai para bombear sangue para o resto do corpo. O número menor corresponde à pressão do sangue sobre as artérias quando o coração está na fase de relaxamento.

A pessoa sofre de pressão alta quando a máxima é igual ou maior do que 14 e a mínima, igual ou maior do que nove. O ideal é que a mínima esteja em torno de 8 e a máxima não passe de 12.

Para medir a pressão, existem dois tipos de aparelhos. O aparelho normal é usado em qualquer pessoa sem excesso de peso. Mas, pessoas obesas precisam usar outro, que é mais longo. Se não, dá diferença. O aparelho mais longo dá a volta melhor no braço e comprime-o melhor.

Quando descobriu que era hipertensa, num exame de rotina, Sônia levou um susto. Com razão. No Brasil, as doenças do aparelho circulatório são a principal causa de morte entre as mulheres.

Sonia – Eu fiquei bastante preocupada, mas, às vezes, o dia-a-dia da gente, a correria, não deixa a gente tomar a sintonia que devia tomar. Agora é que a gente está começando a fazer.

– O ecocardiograma que você trouxe mostra que o coração já está sofrendo um pouquinho com a hipertrofia devido à pressão alta , diagnostica a médica que está acompanhando o caso.

Para mostrar o estrago que a pressão alta faz no coração, o doutor Drauzio Varella compara dois corações. A diferença do coração normal para o coração de um hipertenso está na espessura da parede, do músculo do coração, que é muito maior no coração do hipertenso.

Por que o coração fica musculoso? Porque para vencer a resistência representada pelas artérias, que vão conduzir o sangue, é obrigado a fazer muito mais esforço. Isso provoca aumento de suas dimensões e,

com o passar do tempo, seu enfraquecimento.

– Toda vez que uma pessoa ganha peso, a pressão sobe. E quando ela perde peso, a pressão cai. É uma relação nítida. E a perda de peso não precisa ser muito grande Muitas vezes, perder 10%, às vezes 5% do peso, já determina uma redução da pressão arterial , explica o médico Décio Mion, chefe da Unidade de Hipertensão do Hospital das Clínicas da USP.

Sonia – Difícil é parar com tudo isso. Acho que a gente hoje está comendo tudo isso porque ainda não foi na endocrinologista. A gente se gosta demais e quer viver muito ainda pra aproveitar a vida.

Para controlar a pressão, é essencial perder peso. E para perder peso, você já sabe, tem que comer menos e exercitar-se mais. Mesmo emagrecendo, algumas pessoas precisam tomar remédio diariamente, às vezes pela vida inteira.  É chato, mas é fundamental para evitar as complicações da hipertensão.

Dr. Dráuzio Varella

Fonte: http://drauziovarella.ig.com.br/qpeso/qpeso8.asp

Espécies de sogra Resposta

SOGRA TRANQUILA
Nome Científico: Sogronis nadelas
Uma espécie bem resolvida. Deixa os filhotes livre para namorar sem fazer perguntas. E ainda serve chá com biscoitos quando a conhece. Migra varias vezes por ano, deixando a casa liberada.

SOGRA JARARACA
Nome Científico: Sogronis peçonhentus
Essa é um perigo.. Sua língua venenosa acaba com as tentativas de namoro dos filhotes; o tipo mais comum.

SOGRA QUERIDA
Nome Científico: Sogronis simpaticcus
Espécie amorosa, que adota as namoradas(os), escuta seus problemas e torce pelo namoro. Rara e em extinçao, quem captura não solta.

SOGRA INTROMETIDA
Nome Científico: Sogronis enxeridis
Se mete quando você menos espera e adora elogiar os(as) ex . Vence sua presa no cansaço. Costuma ir morar com os filhotes quando se casam.

SOGRA DUPLA FACE
Nome Científico: Sogronis falsidis
Faz a linha fina, mas na real quer puxar seu tapete. Nunca faz nada contra você perto dos filhotes, para que não acreditem nas suas reclamações.

SOGRA FASHION
Nome Científico: Sogronis modernetes
Ela não quer saber quem é você, mas o que você veste. Se você for básica, já era ! Para ela, nora/genro ideal usa sport fino no minimo , customiza o uniforme e faz artesanato com copo de requeijão.

SOGRA TRABALHADORA
Nome Científico: Sogronis workaholic
Ela tem três empregos, faz hidroginástica, adora levar trabalho pra casa e, quando você aparece, te põe pra trabalhar. Para ela, nora/genro ideais tem que fazer tudo o que ela faz e ainda estar sempre bem-humorados. Para os filhotes dela isso é o mínimo.

SOGRA IDEAL
Nome Científico: Sogronis defuntus
Está enterrada a pelo menos 7 palmos do chão

Adoro minha sogra, mas achei este post muito engraçado

Fonte: http://falandodesexo.wordpress.com/