Uma análise sobre a JUIZITE 7

Segundo o dito popular: “50% (cinquenta por cento) dos juízes acham que são deuses, e os outros 50%  (cinquenta por cento) teriam certeza”.

De acordo com esta forma de pensar as condutas descritas seriam uma das caracteristicas da chamada JUIZITE.  Mas o que viria a ser isto?

Em linguagem médica,  o sufixo “ite”,  (do grego itis, do latim ite) seria designativo de doenças inflamatórias: hepatite, amigdalite, bronquite, gengivite, etc.

Desta forma, podemos afirma que a Juizite seria uma doença. Mais precisamente uma inflamação no caráter do indivíduo que ora ocupa um cargo na magistratura.

Não se trata de uma doença inerente à função, pois a ela é preexistente.  Nesta revela-se encontrando as condições necessárias para desenvolver-se (assim como algumas bactérias, fungos, virus, necessitam de calor, humidade, frio, etc). Na espécie, o fator influenciador para a evolução patogênica seria o “poder” (real ou aparente) que o enfermo esta (ou pensa esta) investido.

Como sintomas, podemos elencar alguns:

PSICOLÓGICOS: Transtorno Afetivo Bipolar. O doente tem ilusões de grandeza, poder e superioridade (megalomania).

VISÃO: perda da capacidade de enxergar os mais humildes, subordinados, ou qualquer outra pessoa não considerada no mesmo “nível” ou “acima”.

FALA: dificuldade em pronunciar palavras simples como: bom dia, obrigado, olá, etc.

FACE: contração muscular da face causando uma impressão carranduda (raiva, irritação, etc).

AUDIÇÃO: incapacidade para ouvir o clamor da justiça e a voz do povo.

CONCENTRAÇÃO: só consegue prestar atenção nos próprios interesses (desprezando os demais).

RESPIRATÓRIOS: inchaço dos pulmões, com a ampliação do volume da caixa toráxica (peito de pombo).

TRABALHO: capacidade laboral reduzida. Quanto menor o conhecimento técnico-profissional maior o grau da inflamação (ite). Inversamente proporcional.

Concluimos, dizendo que o dito popular citado alhures é injusto ao colocar no mesmo plano todos os magistrados.

Como já falado, a inflamação do caráter é da pessoa e não da função.  Com efeito, podemos encontrar esta enfermidade em qualquer lugar (público, privado e eclesiástico).

Assim, é correto afirmarmos a existência, mutatis mutanti, da promotorite, procuradorite, advogatite, delegatite, Policiarite,  desembargadorite, engenherite, gerentite, diretorite, chefite, medicite, professorite, sacerdotite, etc.

Não se trata de um doença incurável, mas é de difícil recuperação.

ECLESIASTES 3:30 : “Todos vão para o mesmo lugar; todos são pó, e todos ao pó voltarão”.

ECLESIASTES 7:2: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir a casa onde há banquete, pois ali se vê o fim de todos os homens, e os vivos aplicam ao seu coração“.

  1. Como já dizia Salomão: “Tudo é vaidade”.
    O sentimento de superioridade que muitas pessoas tem em relação a outras é deplorável.
    Quer conhecer o caráter e só dá dinheiro ou poder.
    No final vai todo mundo pra debaixo de 7 palmos de terra.
    Vc esqueceu e acrescentar a riquite ou dinherite.

  2. Olá Dr. George Hamilton, folvo em saber que temos além do Dr. Zamith outros Magistrados blogueiros no nosso TJAM, pois através do blog o Magistrado pode mostrar um lado humano e mais leve, que nem sempre a toga ou o ambiente de trabalho permite…
    Gostei muito do seu blog e em especial do post sobre a “Juizite” 🙂 abordada com muito humor e equilíbrio, quando puder dê uma passadinha pelo meu blog, não é de Juiz… mas é legal 🙂 , sucesso !

    • Juarez, agradeço o comentário e a visita.
      A experiência tem sido gratificante. Neste blog encontrei um espaço para colocar opiniões, idéias, críticas, “indiretas”, enfim, uma terapia.
      Um abraço

  3. Hahahaha.
    Muito bom o post!
    Para contribuir poderia dar o exemplo de um desembargador (Amazonas) que pensa esta com a “coca cola” toda e sempre que é fotografado empina o queixo numa posição de superioridade. Acho que ele se inspira nas poses de Napoleão Bonaparte.
    Muitos comentam a sua mudança. Antes de ser magistrado (o que não faz muito tempo) e agora que virou “DEUS”.
    um abraço
    Rodrigo

  4. Ontem vi um ” paciente” do mal, perfeitamente, descrito pelo Dr. George.

    Sozinho que estava no elevador, decidiu não me acompanhar na subida. Logo depois, fez o mesmo trajeto.

    A ascensorista confirmou a patologia, após.

    Triste, muito triste. Aliás, cafona, como bem disse meu colega Juiz, Dr. Zamith.

  5. Chega de JUIZITE.
    Estas pessoas são doentes mesmo.
    Deveriam estar em casa se tratando.
    Não tenho paciência com isso!!!

  6. Quem tem está doença como regra não sabe escrever um “O” com um canudo. são uns burros que usam sua arrogância para disfarçar a ignorância

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