O primeiro título do meu filho: Flamengo 7

Em 1992 o Flamengo conquistava em uma final sobre o Botafogo o seu 5o título nacional (em que pese as lamúrias do Sport).

O tempo passou. Casei e virei pai de um varão que hoje esta com 12 anos: Julio Cezar.

Julio desde pequeno começou a demonstrar sua preferência pelo clube rubro-negro. Não acredito que as inúmeras camisas, bandeiras, adesivos… que lhe dei  tenham influenciado sua escolha.

Como forma de saciar sua paixão pelo futebol, assinei nesta temporada pelo  pay-per-view o campeonato brasileiro, carioca, paulista e espanhol. Ele é capaz de assistir com extremo interesse um jogo da quarta divisão do futebol japonês.

Um de seus desejos (que pretendo realizar se Deus assim o quiser)  é  ter a oportunidade  de ao meu lado ver o Flamengo ser campeão no Maracanã.

Este ano já tinhamos conquistado o tri-estadual. Mas faturar o “brasileiro”  em certo momento pareceu ser algo não alcançável (o Flamengo chegou a figurar na 14 colocação na tabela).

De repente, não mais que de repente (Vinícius de Morais), surge o ex-jogador Andrade, um dos protagonistas do “dream team” da década de oitenta, assumindo como técnico. Muitos não lhe deram credibilidade, considerando-o um simples “tapa-buraco”. Mas as coisas foram acontecendo e o Flamengo foi subindo, subindo, subindo…

Começamos a sonhar com a vaga na Libertadores e por fim, na última rodada, estavamos em primeiro lugar precisando apenas da vitória sobre o Grêmio para conquistarmos o Título.

Durante a semana, meu filho sonhou 4 noites seguidas que via o Flamengo sair vitorioso.

A situação parecia propícia. Jogavamos “em casa”, contra o Grêmio, maior rival do Internacional; e contavamos com a genialidade de Petcovic e Adriano, o “imperador”.

As 15:30 fomos para o shopping e escolhemos um restaurante que tivesse uma televisão para assistirmos o jogo.

Julio sentou-se sozinho em uma mesa, e por lá ficou. De tão concentrado, o mundo poderia desmoronar ao seu lado que ele não perceberia.

A Partida começou tensa. O Flamengo parecia nervoso e não jogava bem. Então, veio o gol do Grêmio e logo em seguida o gol do Inter. Pronto, estava tudo acabado (pensei com pessimismo). Julinho demonstrou uma expressão de descontentamento, mas diferente de mim, ainda acreditava na vitória. Sete minutos depois, o Flamengo empatava com um gol de David.

O empata era insuficiênte. Só a vitória interessava. Em Porto Alegre a Inter aumentava o placar, e terminava o primeiro tempo com a “mão na taça”.

Estavamos em um restaurante, mas nínguem pensava mais em comida.

O segundo tempo veio, e aos 24 minutos o zagueiro Ronaldo Angelim virava o jogo e fazia 2 x 1.

Os 21 minutos restantes pareciam “horas”. Quanta agonia! Mas meu jovem flamenguista permanecia fixo, concentrado…

O Inter ganhava do Santo André por 4 x 1; o São Paulo goleava o Sport por 4 x 0.

Veio o apito final. Com ele o grito de “é campeão”. Olhei para o Julinho e vi a sua alegria, seus pulos, seu orgulho de ser rubro-negro.

Que momento feliz. Somos HEXA!

Acompanhei todos os 6 títulos do “Mengão”. Mas este, com certeza  foi o mais marcante: o primeiro  ao lado do meu filho.

  1. Gostei muito do seu Blog.
    Não gosto muito de futebol, mas o título chamou a atenção.
    Os filhos são tudo para os pais. Sorrimos e choramos com eles
    Este post está belíssimo.
    Parabéns
    Lúcia

  2. Como você bem sabe, também tenho um filho (Daniel-12 anos) e uma filha (Marcella-13 anos), ambos flamenguistas com muita saúde (doentes são os que não torcem para o Mengo).

    No domingo nós também passamos pelos mesmos momentos de tensão (no gol do grêmio) e felicidade (nos gols do Flamengo).

    Aqui em casa nós temos um ritual: eu sempre assisto os jogos do FLA sozinho em meu quarto, enquanto os guris ficam “lá embaixo” na bagunça.

    Quando saiu o gol do grêmio foi um silêncio fúnebre, mas na virada do FLA e no apito do juiz a molecada subiu para a comemoração tradicional: pulos na cama e abraços a vitória !

    Também foi o primeiro título brasileiro que os meus filhos presenciaram.

    Como é bom ser FLA !

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