Juiz designado pelo CNJ para mutirão carcerário se encanta com projeto ACUDA Resposta

20140221-140947.jpgPorto Velho, 21/02/2014

Juiz designado pelo CNJ para mutirão carcerário se encanta com projeto ACUDA

O juiz George Hamilton, designado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para realizar o Mutirão Carcerário nas unidades prisionais de Rondônia, visitou na manhã desta quinta-feira (20) o projeto ACUDA (Associação Cultural de Desenvolvimento do Apenado e Egresso). Com o magistrado, participaram da visita o Juiz de Execuções Penais, Renato Bonifácio, e o auxiliar da Corregedoria, Dalmo Bezerra, que tiveram como guias o presidente da Acuda, Luiz Carlos Marques e o Diretor-Geral, Rogério Silva Araújo.

Além de conhecer as dependências da ONG, que entre outros benefícios, conta com laboratório de odontologia, ateliê de cerâmica e tapeçaria, e sala de fluido terapia, a equipe pôde conhecer um pouco dos profissionais que trabalham na ONG, que antes eram apenados e hoje ajudam outros detentos no processo de recuperação. “Tudo o que precisávamos era de alguém que estendesse a mão. E foi isso que a Acuda fez. A maioria vem para cá com o intuito de fugir, mas acaba ficando, e quando menos espera, está trabalhando na Ong também”, disse um dos profissionais. Dois mil presos já passaram pela Acuda em 15 anos de existência, e apenas 11 fugas foram registradas.

“Com a terapia, ajudamos a recuperar homicidas, ajudamos pessoas a voltarem a estudar. Tem gente que volta para o Urso Branco, mas é uma escolha. A ACUDA propõe ampliação de consciência, não soluções”, pontua o diretor Rogério Araújo. É da Acuda os projetos de teatro “Bizarrus” e “O topo do Mundo”. A Ong também já ganhou a segunda edição do Prêmio de Boas Práticas em Política Criminal e Penitenciária, promovido pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça. O vídeo documentário que conta a história da peça Bizarrus também foi premiado, com o Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça, em 2012.

“Saio impressionado pelo trabalho desenvolvido na ACUDA. Eu não teria a força que vocês têm. Ninguém gosta de falar em ressocialização, porque ainda há estigma. Vocês são a prova de que isso é mentira. A satisfação não é para os outros é para vocês mesmos”, disse George Hamilton à equipe.

“Para mim foi um dos projetos mais fantásticos que eu tive a oportunidade de conhecer. Conheço outros modelos em outros estados, mas esse projeto tem uma peculiaridade na forma de como ele é realizado, é único, e não deixa a desejar a nenhum outro projeto. O trabalho realizado dentro do mutirão carcerário não é apenas revisar processos ou checar o atraso na prestação jurisdicional. Hoje nós buscamos com o mutirão, manter contato com alternativas para ressocialização , porque cadeia não ressocializa ninguém. Então o CNJ tem interesse em saber como o Estado trabalha a ressocialização dos presos, e, depois, pôr isso em relatório para que assim outros Estados possam se espelhar nessa iniciativa”, finalizou.

Assessoria de Comunicação Institucional

Fonte: Tribunal de Justiça de Rondônia

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