Índice de Desenvolvimento Humano 2009 – Brasil 10a economia do Mundo, mas…. Resposta

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa que engloba três dimensões: riqueza, educação e expectativa de vida.

É uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma população.

O índice foi desenvolvido em1990 pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq, e vem sendo usado desde 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em seu relatório anual.

Todo ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas (Wikipédia).

Desenvolvimento humano muito elevado (IDH >= 900)

1 Noruega 0,971

2 Austrália 0,970

3 Islândia 0,969

4 Canadá 0,966

5 Irlanda 0,965

6 Holanda 0,964

7 Suécia 0,963

8 França 0,961

9 Suíça 0,960

10 Japão 0,960

11 Luxemburgo 0,960

12 Finlândia 0,959

13 Estados Unidos da América 0,956

14 Áustria 0,955

15 Espanha 0,955

16 Dinamarca 0,955

17 Bélgica 0,953

18 Itália 0,951

19 Liechtenstein 0,951

20 Nova Zelândia 0,950

21 Reino Unido 0,947

22 Alemanha 0,947

23 Cingapura 0,944

24 Hong Kong, China (RAE) 0,944

25 Grécia 0,942

26 Coreia, República da 0,937

27 Israel 0,935

28 Andorra 0,934

29 Eslovênia 0,929

30 Brunei 0,920

31 Kuait 0,916

32 Chipre 0,914

33 Qatar 0,910

34 Portugal 0,909

35 Emirados Árabes Unidos 0,903

36 República Tcheca 0,903

37 Barbados 0,903

38 Malta 0,902

Desenvolvimento humano elevado (0,900 > IDH >=0,800)

39 Bahrein 0,895

40 Estônia 0,883

41 Polônia 0,880

42 Eslováquia 0,880

43 Hungria 0,879

44 Chile 0,878

45 Croácia 0,871

46 Lituânia 0,870

47 Antígua e Barbuda 0,868

48 Letônia 0,866

49 Argentina 0,866

50 Uruguai 0,865

51 Cuba 0,863

52 Bahamas 0,856

53 México 0,854

54 Costa Rica 0,854

55 Líbia 0,847

56 Omã 0,846

57 Seychelles 0,845

58 Venezuela 0,844

59 Arábia Saudita 0,843

60 Panamá 0,840

61 Bulgária 0,840

62 São Cristóvão e Nevis 0,838

63 Romênia 0,837

64 Trindade e Tobago 0,837

65 Montenegro 0,834

66 Malásia 0,829

67 Sérvia 0,826

68 Belarus 0,826

69 Santa Lúcia 0,821

70 Albânia 0,818

71 Federação Russa 0,817

72 Macedônia 0,814

73 Dominica 0,814

74 Granada 0,813

75 Brasil 0,813

76 Bósnia-Herzegóvina 0,812

77 Colômbia 0,807

78 Peru 0,806

79 Turquia 0,806

80 Equador 0,806

81 Maurício 0,804

82 Cazaquistão 0,804

83 Líbano 0,803

Desenvolvimento humano médio (0,800 > IDH >= 0,500)

84 Armênia 0,798

85 Ucrânia 0,796

86 Azerbaijão 0,787

87 Tailândia 0,783

88 Irã, República Islâmica do 0,782

89 Geórgia 0,778

90 República Dominicana 0,777

91 São Vicente e Granadinas 0,772

92 China 0,772

93 Belize 0,772

94 Samoa 0,771

95 Maldivas 0,771

96 Jordânia 0,770

97 Suriname 0,769

98 Tunísia 0,769

99 Tonga 0,768

100 Jamaica 0,766

101 Paraguai 0,761

102 Sri Lanka 0,759

103 Gabão 0,755

104 Argélia 0,754

105 Filipinas 0,751

106 El Salvador 0,747

107 Síria 0,742

108 Fiji 0,741

109 Turcomenistão 0,739

110 Territórios Ocupados da Palestina 0,737

111 Indonésia 0,734

112 Honduras 0,732

113 Bolívia 0,729

114 Guiana 0,729

115 Mongólia 0,727

116 Vietnã 0,725

117 Moldávia 0,720

118 Guiné Equatorial 0,719

119 Uzbequistão 0,710

120 Quirguistão 0,710

121 Cabo Verde 0,708

122 Guatemala 0,704

123 Egito 0,703

124 Nicarágua 0,699

125 Botsuana 0,694

126 Vanuatu 0,693

127 Tadjiquistão 0,688

128 Namíbia 0,686

129 África do Sul 0,683

130 Marrocos 0,654

131 São Tomé e Príncipe 0,651

132 Butão 0,619

133 Laos 0,619

134 Índia 0,612

135 Ihas Salomão 0,610

136 Congo, República do (Brazzaville) 0,601

137 Camboja 0,593

138 Mianmar 0,586

139 Comores 0,576

140 Iêmen 0,575

141 Paquistão 0,572

142 Suazilândia 0,572

143 Angola 0,564

144 Nepal 0,553

145 Madagascar 0,543

146 Bangladesh 0,543

147 Quênia 0,541

148 Papua-Nova Guiné 0,541

149 Haiti 0,532

150 Sudão 0,531

151 Tanzânia 0,530

152 Gana 0,526

153 Camarões 0,523

154 Mauritânia 0,520

155 Djibuti 0,520

156 Lesoto 0,514

157 Uganda 0,514

158 Nigéria 0,511

Desenvolvimento humano baixo (IDH < 0,500)

159 Togo 0,499

160 Maláui 0,493

161 Benin 0,492

162 Timor Leste 0,489

163 Costa do Marfim 0,484

164 Zâmbia 0,481

165 Eritreia 0,472

166 Senegal 0,464

167 Ruanda 0,460

168 Gâmbia 0,456

169 Libéria 0,442

170 Guiné 0,435

171 Etiópia 0,414

172 Moçambique 0,402

173 Guiné-Bissau 0,396

174 Burundi 0,394

175 Chade 0,392

176 Congo, República Democrática do 0,389

177 Burkina Fasso 0,389

178 Mali 0,371

179 República Centro-Africana 0,369

180 Serra Leoa 0,365

181 Afeganistão 0,352

182 Níger 0,340

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)

OMS alerta sobre os riscos de uma segunda onda da Gripe “A” Resposta

gripe-suina1A diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, pediu na sexta-feira (21/8) à comunidade internacional que se prepare para uma provável segunda onda da gripe suína, ao mesmo tempo que destacou que os governos enfrentarão o desafio do fornecimento de vacinas. “Não podemos dizer que o pior já passou ou está a ponto de passar”, declarou Chan, em uma mensagem de vídeo gravada e exibida na abertura de um congresso em Pequim sobre a gripe na região Ásia Pacífico.

“Devemos nos preparar para qualquer surpresa que nos reserve este novo vírus caprichoso (…) uma mutação constante e imprevisível é o mecanismo de sobrevivência do mundo microbiano”, completou. “Também devemos nos preparar para uma segunda, e inclusive uma terceira, onda como aconteceu em pandemias anteriores”.

A diretora da OMS afirmou que é preciso enfrentar sem rodeios o fornecimento de vacinas. Mais de 20 empresas farmacêuticas no mundo inteiro se preparam para produzir vacinas seguras e eficazes. “Precisamos obter opiniões sobre grupos prioritários para uma proteção inicial”, disse.

“É uma das decisões mais difícies que os governos terão que tomar, sobretudo porque o fornecimento será extremamente limitado durante vários meses”.

O vírus A (H1N1) da gripe suína já matou 1.799 pessoas em todo o mundo, a maioria no continente americano, desde o surgimento no fim de março, segundo os dados mais recentes da OMS. A organização declarou a primeira pandemia de gripe do século XXI no dia 11 de junho. No total, 170 países confirmaram casos.

Fonte: retirado do sítio Correio Brasiliense

Gripe Espanhola (1918/19): “A mãe de todas as pandemias” 3

Vírus da "Gripe Espanhola"

Vírus da "Gripe Espanhola"

A pandemia de gripe de 1918-1919 matou mais pessoas do que a I Grande Guerra (9 a 10 milhões). Calcula-se que ela tenha ceifado a vida de aproximadamente  20 a 40  milhões de pessoas.

A “Gripe Espanhola” tem sido citada como a mais devastadora epidemia registada na história mundial. Mais pessoas morreram de gripe em um único ano do que nos quatro anos da “peste bubônica (1347-1351).

No Outono de 1918 as nações em conflito na Europa vislumbravam uma possibilidade de paz  no horizonte. Dentro da trincheiras os soldados que viviam em brutais condições de vida, consideravam que nada  poderia ser  pior. Então, irrompeu-se em todo o mundo, algo que parecia como um resfriado comum.

A gripe desta temporada foi, no entanto, muito mais do que um resfriado. Nos dois anos que este flagelo devastou a terra, um quinto da população mundial estava infectada.

A gripe foi  mais mortal para as pessoas com idades de 20 a 40 anos.

O vírus influenza tinha uma profunda virulência, com uma taxa de mortalidade de 2,5% em comparação com as gripes epidemicas anteriores, que foram inferiores a 0,1 %. A taxa de mortalidade de 15 a 34 anos de idade da gripe e a pneumonia eram 20 vezes maior em 1918 do que em anos anteriores.

A pandemia de gripe circulou pelo globo. A maioria da humanidade sentiu os efeitos desta estirpe do vírus Influenza. Espalhou-se seguindo o caminho dos seus portadores humanos, juntamente com as rotas comerciais e marítimas. Surtos varreram a América do Norte, Europa, Ásia, África, Brasil e o Pacífico Sul. Na Índia, a taxa de mortalidade era extremamente elevada em cerca de 50 mortes por gripe por 1.000 pessoas.

O nome da Gripe Espanhola chegou a partir dos anos de grande aflição e mortalidades na Espanha , onde alega-se que no mês de maio de 1918, oito milhões teriam morrido. No entanto, a primeira onda da gripe apareceu no início da Primavera de 1918 em Kansas e em acampamentos militares em todo os E.U.A. Poucos notaram a epidemia no meio da guerra.  Não houve praticamente nenhuma resposta ou aviso entre Março e Abril. Lamenta-se que não foram tomadas medidas para se preparar para a habitual recrudescência da cepa virulenta  no inverno. A falta de ação mais tarde fora criticada quando a epidemia não pode mais ser ignorada, no Inverno de 1918.

A pandemia da Influenza “Espanhola”  causou a morte aproximada de 20 a 40 milhões de pessoas em todo o mundo, e permanece um aviso ameaçador para a saúde pública. Muitas perguntas sobre as suas origens, as suas invulgares características epidemiológicas, bem como a base da sua patogenia permanecem sem resposta.

Em carta descoberta e publicada no British Medical Journal quase 60 anos depois da pandemia de 1918-1919, um médico norte-americano diz que a doença começa como o tipo comum de gripe, mas os doentes “desenvolvem rapidamente o tipo mais viscoso de pneumonia jamais visto. Duas horas após darem entrada [no hospital], têm manchas castanho-avermelhadas nas maçãs do rosto e algumas horas mais tarde pode-se começar a ver a cianose estendendo-se por toda a face a partir das orelhas, até que se torna difícil distinguir o homem negro do branco. A morte chega em poucas horas e acontece simplesmente como uma falta de ar, até que morrem sufocados. É horrível. Pode-se ficar olhando um, dois ou 20 homens morrerem, mas ver esses pobres-diabos sendo abatidos como moscas deixa qualquer um exasperado”.

NO BRASIL

A pandemia teria chegado no Brasil no final de setembro de 1918, trazida por marinheiros que prestavam serviço militar em Dakar na África, e que doentes, desembarcaram em Recife. Em pouco mais de duas semanas, casos de gripe eclodiram em outras cidades do Nordeste, em São Paulo e no Rio de Janeiro, que era então a capital do país.

Acreditava-se que o oceano impediria a chegada do mal ao país. Mas, com tropas em trânsito por conta da guerra, essa aposta se revelou rapidamente um engano.

Durante a pandemia de 1918, Carlos Chagas assumiu a direção do Instituto Oswaldo Cruz, reestruturando sua organização administrativa e de pesquisa. A convite do então presidente da república, Venceslau Brás, Chagas liderou ainda a campanha para combater a gripe espanhola, implementando cinco hospitais emergenciais e 27 postos de atendimento à população em diferentes pontos do Rio de Janeiro.


Estima-se que entre outubro e dezembro de 1918, período oficialmente reconhecido como pandêmico, 65% da população adoeceu. Só no Rio de Janeiro, foram registradas 14.348 mortes.  Em São Paulo, outras 2.000 pessoas morreram.

Em Manaus/Am, que em 1918 possuia 26 mil habitantes, a “Gripe Espanhola” matou 6 mil pessoas.

A HERANÇA

O impacto desta pandemia não foi limitado à 1918-1919. Todas as pandemias dos vírus “influenza A”, desde aquela época e, na verdade, quase todos os casos de “influenza A” a nível mundial (com exceção de infecções humanas de gripe, tais como vírus H5N1 e H7N7), foram causados por descendentes do vírus de  1918, incluindo os vírus  H1N1,  H2N2 e  H3N2. Este último,  composto dos principais genes do vírus de 1918, o que faz deste, a “mãe” de todas as pandemias.

VEJA:

Os 10 vírus mais mortais

Gripe Suína: Sintomas e Prevenção

A guerra do Tamiflu

Gripe “A”: o que é, prevenção e tratamento


Fontes:

http://www.stanford.edu

http://www.cdc.gov

http://www.invivo.fiocruz.br

Gripe “A”: o que é, prevenção e tratamento Resposta

O que é a Gripe A?

A Gripe A é uma doença respiratória provocada por ortomixovírus endemicos aos porcos. Até à data, as correntes isoladas da doença têm sido classificadas como vírus gripais de tipo C ou de tipo A, como é o caso da que está atualmente propagando-se pelo mundo, que é do tipo AH1N1.

Embora a Gripe A não seja um acontecimento raro em determinadas zonas do globo, afetando diretamente pessoas em contato com os suínos, já houve ameaças anteriores de pandemia alargada, como a que se verificou nos EUA em 1978 e nas Filipinas em 2007.

As origens do vírus H1N1 ainda não estão completamente determinadas, mas tudo indica que se trata de um híbrido de matrial genético de aves, humanos e porcos. Hoje, no léxico comum, aplica-se a designação de “gripe suína” àquela que afeta unicamente os porcos e “Gripe A” aquela que está atualmente afetando os seres humanos.

A Organização Mundial de Saúde expressou bastante preocupação com a doença, essencialmente pelo fato dela ser transmitida não só pelos animais mas também de humano para humano, determinando tratar-se de uma emergência de saúde pública de âmbito internacional e sublinhando o conhecimento ainda deficiente das características clínicas, epidemiologia e virulogia dos casos confirmados e das respostas apropriadas.

Como se contrai a Gripe A?

A Gripe A é uma doença respiratória transmissível entre os humanos através de contato direto, nomeadamente pela gotículas expelidas quando uma pessoa fala, tosse ou espirra. O contágio pode também realizar-se de forma indireta quando há contato com gotículas ou outras secreções do nariz e garganta de uma pessoa infectada, existentes em superfícies de contato directo como por exemplo as maçanetas das portas e todas as superfícies de utilização pública, etc.

O período de incubação, que é o tempo que decorre entre o momento da infecção e o surgimento dos primeiros sintomas pode variar entre 1 e 7 dias, sendo este o período de possível transmissão entre as pessoas. Salientamos também que existe a possibilidade de transmissão durante todo o tempo em que se manifestem sintomas.

O vírus não pode, como já foi amplamente sublinhado, ser transmitido através do consumo de carne de porco, uma vez que a temperatura de cozimento  destrói os vírus e as bactérias.

Quais os sintomas da Gripe A?

Os sintomas não são muito diversos dos de uma gripe comum, embora se agravem rapidamente. Consistem numa febre repentina (acima dos 38ª C.), congestionamento nasal, tosse intensa, falta de apetite e intensa dor de cabeça e de articulações.

Para saber se se está infectado pelo vírus, é efetuado um exame clínico detalhado, que analisa secreções de nariz e laringe durante as primeiras 24-72 horas, e de sangue para identificar anticorpos.

Há vacinas ou cura para a doença?

Vacinas só existem para os próprios porcos, não para o ser humano. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina existente para humanos é para uma cepa anterior ao vírus, com o qual não é tão eficaz. Mas a produção de vacina pode tornar-se possível na medida em que o vírus tenha sido identificado.

Nos casos confirmados, é fornecido o antiviral “seltamivir”, mas sob estrita supervisão médica já que é uma fórmula de uso delicado e uma má aplicação não está isenta de efeitos secundários». O Tamiflu, o medicamento que contém o seltamivir, utilizado contra a gripe aviária, é eficaz, segundo a OMS.

Como prevenir a gripe A?

– Lavagem frequente das mãos, com água e sabão, para reduzir a probabilidade de transmissão da infecção.
– Cobrir a boca e nariz quando espirrar ou tossir, usando lenço de papel sempre que possível.
-Utilizar lenços de papel, que devem ser de uso único, depositando-os num saco de plástico que deve ser fechado e colocado no lixo após utilização.
– Limpar superfícies sujeitas a contato manual (como maçanetas das portas) com um produto de limpeza comum.
– O cumprimento destas indicações é muito importante igualmente em crianças.

Nos próprios locais, sugere-se também o afastamento de outras pessoas que possam estar infectadas, além da tentativa de evitar grandes aglomerações.

Naturalmente que  ocorrendo qualquer um com os sintomas semelhantes ao da gripe A – ou de qualquer outra gripe -, como febre repentina, tosse ou dores musculares, recomenda-se  procurar um posto médico.

Fonte: http://saude.sapo.pt/abc_saude/g/gripe_a/ver.html?id=1001267

VEJA:

Gripe Espanhola (1918/19): “A mãe de todas as Pandemias”

Gripe Suína: Sintomas e Prevenção

A guerra do Tamiflu



A guerra do Tamiflu 1

Vírus H1N1/ Influenza APor Diego Moraes

Desde o início da pandemia de gripe A (H1N1), conhecida como gripe suína, o acesso ao antiviral Tamiflu tem sido o ponto da discórdia entre especialistas e governo. Médicos reclamam que restringir o uso do remédio ajudou a elevar o número de mortes no país. O Ministério da Saúde sustenta, por sua vez, que a prescrição indiscriminada torna o vírus mais resistente. Em meio à polêmica, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) decidiu se posicionar contrariamente à permissão para que hospitais particulares tenham o fármaco nos estoques, sob o argumento de que isso seria um risco à saúde pública. A Justiça Federal deve decidir amanhã quem tem a razão.

O promotor de Justiça Jairo Bisol, chefe da Promotoria de Defesa da Saúde (Prosus) do MPDFT, afirma que autorizar a rede privada a ter estoques de Tamiflu em meio à pandemia vai prejudicar o controle por parte do governo. “Seria um descalabro do ponto de vista epidemiológico. Haveria prescrição desordenada, pondo em risco os estoques.” Hoje, os hospitais particulares e seus pacientes só têm acesso ao medicamento se solicitarem à rede pública de saúde, depois de cumprirem um rito burocrático.

Restrição

Venceu ontem o prazo de 72 horas fixado pelo juiz Rafael de Souza Pereira Pinto, da 15ª Vara Federal no Rio de Janeiro, para que o governo prestasse esclarecimentos sobre o assunto. A expectativa é que o magistrado decida amanhã se acolhe o pedido de liminar feito pelo defensor público da União André da Silva Ordacgy. Ele quer amplo acesso ao Tamiflu pelos hospitais públicos e privados e a prescrição do medicamento a todos os pacientes. “Essa sistemática de restringir o acesso é exclusiva do Brasil e já passamos de 170 mortes”, afirma.

O governo flexibilizou na semana passada o protocolo de uso do antiviral. Antes, o medicamento só podia ser receitado a pacientes graves ou do grupo de risco. Com a mudança, os médicos estão autorizados a receitá-lo em outros casos. “Mesmo assim, há médicos reclamando da dificuldade de acesso ao antiviral”, afirma a defensora pública da União no Rio Grande do Sul Lílian Alves.

Em Brasília, os pacientes da rede privada só têm acesso ao medicamento na rede pública. “A médica passou uma hora preenchendo a papelada e tive dificuldade de retirar o remédio no Hospital Regional da Asa Sul porque minha mulher precisava da dose em dobro”, afirma o analista de sistemas Hugo Mendonça. A mulher dele está internada em hospital particular com suspeita da nova gripe.

170 mortes no país

Com a confirmação de mais duas mortes em Santa Catarina e uma no Paraná, o número de óbitos pela nova gripe no país chegou ontem a 170. As três vítimas eram mulheres. De acordo com a Secretaria de Saúde do estado catarinense, uma das pacientes tinha 52 anos e morava em Celso Ramos. A outra, com 26 anos, era de Blumenau. No Paraná, a vítima vivia em Maringá, tinha 24 anos e deu à luz há poucos dias.

Em Brasília, pacientes de hospitais particulares reclamam que estão faltando leitos para internação. O médico responsável pelo departamento de infectologia do Hospital Santa Luzia, Marcone Tinhati, afirma que o número de atendimentos por gripe cresceu “assustadoramente” em relação ao ano passado. “Ainda não há percentual exato, mas não havia internação como agora. Essa gripe não é como a comum. A taxa de transmissão é mais alta e os pacientes graves desenvolvem pneumonia viral em menos tempo”, afirma. Ontem, faltou máscara no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para os pacientes com sintomas da doença.

Por medo da gripe, escolas, academias de ginástica e até empresas de ônibus país afora estão reforçando a limpeza em equipamentos e corrimãos como forma de prevenção. A Universidade de Brasília, por exemplo, cancelou eventos que causam aglomeração de pessoas. Mas, afinal, o vírus é transmitido pelo ar? “Não, ele não sai voando por aí”, tranquiliza o médico-infectologista Artur Timermann.

Transmissão

Segundo o especialista, o vírus é transmitido pelas secreções da pessoa infectada. “Ou seja, se o doente tosse ou espirra em alguém ou em cima de uma superfície e outra pessoa coloca a mão na saliva, ela pode ser infectada”, explica. Por isso, embora o vírus não circule pelo ar, evitar aglomerações pode ser um jeito de deter a transmissão.

Se a secreção do paciente cair em superfícies de madeira ou de cimento, o vírus sobrevive até 24 horas. Em metal, isopor e tecidos, o tempo pode até dobrar. “Por isso é importante limpar com frequência elevadores com parede de aço escovado”, afirma Timermann. Mas o H1N1 é sensível à radiação solar. Se ficar exposto aos raios ultra-violeta, pode morrer em minutos.

Fonte: Jornal Correio Brasiliense (09/08/2009)

VEJA:

Gripe Espanhola (1918/19): “A mãe de todas as Pandemias”

Gripe “A”: o que é, prevenção e tratamento

Gripe Suína: Sintomas e Prevenção


Uma análise sobre a JUIZITE 7

Segundo o dito popular: “50% (cinquenta por cento) dos juízes acham que são deuses, e os outros 50%  (cinquenta por cento) teriam certeza”.

De acordo com esta forma de pensar as condutas descritas seriam uma das caracteristicas da chamada JUIZITE.  Mas o que viria a ser isto?

Em linguagem médica,  o sufixo “ite”,  (do grego itis, do latim ite) seria designativo de doenças inflamatórias: hepatite, amigdalite, bronquite, gengivite, etc.

Desta forma, podemos afirma que a Juizite seria uma doença. Mais precisamente uma inflamação no caráter do indivíduo que ora ocupa um cargo na magistratura.

Não se trata de uma doença inerente à função, pois a ela é preexistente.  Nesta revela-se encontrando as condições necessárias para desenvolver-se (assim como algumas bactérias, fungos, virus, necessitam de calor, humidade, frio, etc). Na espécie, o fator influenciador para a evolução patogênica seria o “poder” (real ou aparente) que o enfermo esta (ou pensa esta) investido.

Como sintomas, podemos elencar alguns:

PSICOLÓGICOS: Transtorno Afetivo Bipolar. O doente tem ilusões de grandeza, poder e superioridade (megalomania).

VISÃO: perda da capacidade de enxergar os mais humildes, subordinados, ou qualquer outra pessoa não considerada no mesmo “nível” ou “acima”.

FALA: dificuldade em pronunciar palavras simples como: bom dia, obrigado, olá, etc.

FACE: contração muscular da face causando uma impressão carranduda (raiva, irritação, etc).

AUDIÇÃO: incapacidade para ouvir o clamor da justiça e a voz do povo.

CONCENTRAÇÃO: só consegue prestar atenção nos próprios interesses (desprezando os demais).

RESPIRATÓRIOS: inchaço dos pulmões, com a ampliação do volume da caixa toráxica (peito de pombo).

TRABALHO: capacidade laboral reduzida. Quanto menor o conhecimento técnico-profissional maior o grau da inflamação (ite). Inversamente proporcional.

Concluimos, dizendo que o dito popular citado alhures é injusto ao colocar no mesmo plano todos os magistrados.

Como já falado, a inflamação do caráter é da pessoa e não da função.  Com efeito, podemos encontrar esta enfermidade em qualquer lugar (público, privado e eclesiástico).

Assim, é correto afirmarmos a existência, mutatis mutanti, da promotorite, procuradorite, advogatite, delegatite, Policiarite,  desembargadorite, engenherite, gerentite, diretorite, chefite, medicite, professorite, sacerdotite, etc.

Não se trata de um doença incurável, mas é de difícil recuperação.

ECLESIASTES 3:30 : “Todos vão para o mesmo lugar; todos são pó, e todos ao pó voltarão”.

ECLESIASTES 7:2: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir a casa onde há banquete, pois ali se vê o fim de todos os homens, e os vivos aplicam ao seu coração“.

Queimação alerta para doença do refluxo 221


refluxogastroesofagicoCLÁUDIA COLLUCCI
da
Folha de S.Paulo

Ela é facilmente confundida com gastrite, azia ou má digestão. Por desconhecê-la, as pessoas se automedicam com antiácidos, o que, inicialmente, alivia os sintomas, mas, com o tempo, só piora a doença, segundo os médicos.

Trata-se da DRGE (Doença do Refluxo Gastroesofágico), que afeta 12% da população na idade adulta, segundo pesquisa Datafolha realizada em nove regiões do país, a pedido do laboratório AstraZeneca.

A doença do refluxo é caracterizada pelo retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago, em razão do mau funcionamento da esfíncter, válvula que separa os dois órgãos. Assim, o conteúdo gástrico, inclusive o ácido que ajuda na digestão, retorna ao esôfago, que não tem uma
mucosa apropriada para recebê-lo.

Quando não tratado, o refluxo gástrico pode causar inflamação do esôfago, levando, em situações mais extremas, ao estreitamento do órgão (estenose) e ao aparecimento de úlcera. Há estudos que relacionam essas inflamações mais graves ao câncer do esôfago.

“A doença do refluxo é uma das queixas mais comuns no consultório. As pessoas dizem que parece ter um dragão no estômago”, afirma o médico Laércio Gomes Lourenço, professor de gastrocirurgia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), referindo-se à sensação de queimação, que sobe do estômago em direção à garganta, e a regurgitação –quando o conteúdo ácido do estômago chega à boca.

Segundo ele, eventualmente, é normal as pessoas apresentarem refluxo quando bebem em excesso ou ingerem comidas gordurosas ou muito condimentadas. “Sobe aquele líquido amargo, que parece “queimar” a garganta”, descreve o médico.

Para o gastroenterologista Fernando Miranda Cordeiro, 65, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia, a situação deixa de ser normal se houver azia e regurgitação duas ou mais vezes por semana.

Nesses casos, um especialista deve ser procurado para avaliar o problema e indicar o tratamento correto.

Segundo Cordeiro, a pesquisa mostrou também que a automedicação é um comportamento muito frequente entre os que apresentam os sintomas da doença do refluxo: 57% disseram que utilizam medicamentos, principalmente os antiácidos, sem orientação médica.

É o caso do ajudante-geral Jean Carlos de Carvalho, 26, que perdeu as contas das vezes que sofreu queimação no estômago. “Acho que sempre tive isso, desde criança. Sempre tomei antiácidos, mas nunca resolveu o problema.”

No início deste ano, ele atendeu aos apelos da sogra e procurou um médico. A doença do refluxo foi diagnosticada e ele passou a tomar os remédios indicados pelo gastroenterologista. “Melhorou bastante, mas é só abusar de comida gordurosa ou beber além da conta que a queimação volta”, diz.

E não é para menos. Os alimentos gordurosos e as bebidas relaxam a pressão do esfíncter, permitindo que haja o refluxo.

Os remédios inibem a secreção ácida das células e diminuem a inflamação do esôfago –o que alivia os sintomas de queimação–, mas não curam a doença.

Segundo o médico Luiz Chehter, professor de gastroenterologia da Unifesp, a DRGE é uma doença crônica, e a mudança de hábitos é fundamental para que a pessoa tenha qualidade de vida. A cirurgia, afirma o médico, é indicada para 5% a 10% dos casos.

Na cirurgia, essa válvula é refeita, e o esôfago recolocado na cavidade abdominal. “Mas a cirurgia não é 100% segura. Há casos em que a válvula volta a relaxar, com reaparecimento dos sintomas”, alerta o gastroenterologista Jaime Natan Eisig, 53, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Além dos casos mais graves de lesão no esôfago, a intervenção cirúrgica pode resolver o problema de pacientes que não querem levar uma vida de restrições, principalmente os mais jovens, de acordo com Eisig. “A moçada prefere operar a ter que ficar tomando remédio continuamente ou mudar seus hábitos”, diz.

De acordo com Lourenço, em torno de 30% dos portadores da doença do refluxo podem apresentar também sintomas extra-esofágicos, como asma ou tosse (quando o líquido gástrico reflui para o pulmão), dor aguda no peito e rouquidão (quando o ácido irrita as cordas vocais).

Para os que sofrem como eu deste distúrbio.

Obesidade e Hipertensão (Dr. Dráuzio Varella) 17

A cada ano, 300 mil pessoas morrem de doenças cardiovasculares no Brasil. A causa de metade dessas mortes é a hipertensão, a pressão alta.

Hipertensão não respeita idade, cor, sexo, nem religião. Negro, branco, oriental, mulher, homem, velho, moço, rico ou pobre, qualquer um pode ter pressão alta. No Brasil, a doença atinge 45 milhões de pessoas. E metade delas nem desconfia que sua pressão está alta.

Creuza Maria Pereira da Silva, 61 anos, doméstica, 70,9 quilos.

– Sua pressão está 19,5 por 12, bem acima do que a gente considera normal, que seria 14 por 9”, avalia o médico que a examinou.

Creuza – Quando eu fico nervosa eu sinto que ela sobe um pouquinho.

Muita gente acha que, quando a pressão sobe, a pessoa tem dor de cabeça. Não é verdade! Geralmente a pessoa não sente nada. Pressão alta é um assassino silencioso.

Sônia e Eremildes sempre gostaram de comer bem.

– Ele me conquistou com uma lasanha maravilhosa que preparou para mim. Com molho à bolonhesa e catupiri e ainda escreveu ‘eu te amo’ com catupiri, diz a assistente financeira Sônia Kiseliovas Santos.

Quando ainda eram namorados, os dois tinham uma vida mais ativa.

Sonia – Quando a gente começou a ficar junto, começou a fazer comida boa um pro outro, né? Resultado: eu tinha 20 quilos menos, mais ou menos isso.

Por que a obesidade faz subir a pressão? Porque quanto maior a quantidade de gordura, maior a resistência à passagem do sangue pelos vasos. O coração é uma bomba que impulsiona o sangue oxigenado através da aorta, a artéria que dá ramos para irrigar o organismo inteiro. Na pessoa hipertensa, o coração encontra mais resistência para fazer a corrente sanguínea progredir através do sistema. Por isso é obrigado a fazer mais força. Faz tanta força que empurra a aorta para cima e para trás.

A distribuição da gordura no corpo pode determinar se existe probabilidade de complicações cardiovasculares. Quem tem culote, quadril largo, coxas grossas – a forma de pêra – corre menos risco. Quando a gordura está concentrada na barriga – corpo em forma de maçã – a chance de ter ataques cardíacos e derrames cerebrais é maior. Nos homens, a circunferência da cintura, medida na altura do umbigo, não deve ultrapassar 102 centímetros. Nas mulheres, deve fica abaixo de 88 centímetros.

Dr. Drauzio – Como a Sônia descobriu que era hipertensa?

Sonia – Uma vez eu fui fazer um check-up normal. O médico mediu minha pressão e eu estava com 24 por 13, mas eu não sentia absolutamente nada. Sinceramente, eu nem sabia que eu tinha pressão alta”.

Dr. Drauzio – Hipertensão é doença traiçoeira. Com 24 de pressão, você poderia ter tido um problema sério, um ataque cardíaco, um derrame cerebral.

Quando se mede a pressão, o aparelho marca dois números. O maior mede a pressão sobre as artérias quando o coração se contrai para bombear sangue para o resto do corpo. O número menor corresponde à pressão do sangue sobre as artérias quando o coração está na fase de relaxamento.

A pessoa sofre de pressão alta quando a máxima é igual ou maior do que 14 e a mínima, igual ou maior do que nove. O ideal é que a mínima esteja em torno de 8 e a máxima não passe de 12.

Para medir a pressão, existem dois tipos de aparelhos. O aparelho normal é usado em qualquer pessoa sem excesso de peso. Mas, pessoas obesas precisam usar outro, que é mais longo. Se não, dá diferença. O aparelho mais longo dá a volta melhor no braço e comprime-o melhor.

Quando descobriu que era hipertensa, num exame de rotina, Sônia levou um susto. Com razão. No Brasil, as doenças do aparelho circulatório são a principal causa de morte entre as mulheres.

Sonia – Eu fiquei bastante preocupada, mas, às vezes, o dia-a-dia da gente, a correria, não deixa a gente tomar a sintonia que devia tomar. Agora é que a gente está começando a fazer.

– O ecocardiograma que você trouxe mostra que o coração já está sofrendo um pouquinho com a hipertrofia devido à pressão alta , diagnostica a médica que está acompanhando o caso.

Para mostrar o estrago que a pressão alta faz no coração, o doutor Drauzio Varella compara dois corações. A diferença do coração normal para o coração de um hipertenso está na espessura da parede, do músculo do coração, que é muito maior no coração do hipertenso.

Por que o coração fica musculoso? Porque para vencer a resistência representada pelas artérias, que vão conduzir o sangue, é obrigado a fazer muito mais esforço. Isso provoca aumento de suas dimensões e,

com o passar do tempo, seu enfraquecimento.

– Toda vez que uma pessoa ganha peso, a pressão sobe. E quando ela perde peso, a pressão cai. É uma relação nítida. E a perda de peso não precisa ser muito grande Muitas vezes, perder 10%, às vezes 5% do peso, já determina uma redução da pressão arterial , explica o médico Décio Mion, chefe da Unidade de Hipertensão do Hospital das Clínicas da USP.

Sonia – Difícil é parar com tudo isso. Acho que a gente hoje está comendo tudo isso porque ainda não foi na endocrinologista. A gente se gosta demais e quer viver muito ainda pra aproveitar a vida.

Para controlar a pressão, é essencial perder peso. E para perder peso, você já sabe, tem que comer menos e exercitar-se mais. Mesmo emagrecendo, algumas pessoas precisam tomar remédio diariamente, às vezes pela vida inteira.  É chato, mas é fundamental para evitar as complicações da hipertensão.

Dr. Dráuzio Varella

Fonte: http://drauziovarella.ig.com.br/qpeso/qpeso8.asp