OMS alerta sobre os riscos de uma segunda onda da Gripe “A” Resposta

gripe-suina1A diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, pediu na sexta-feira (21/8) à comunidade internacional que se prepare para uma provável segunda onda da gripe suína, ao mesmo tempo que destacou que os governos enfrentarão o desafio do fornecimento de vacinas. “Não podemos dizer que o pior já passou ou está a ponto de passar”, declarou Chan, em uma mensagem de vídeo gravada e exibida na abertura de um congresso em Pequim sobre a gripe na região Ásia Pacífico.

“Devemos nos preparar para qualquer surpresa que nos reserve este novo vírus caprichoso (…) uma mutação constante e imprevisível é o mecanismo de sobrevivência do mundo microbiano”, completou. “Também devemos nos preparar para uma segunda, e inclusive uma terceira, onda como aconteceu em pandemias anteriores”.

A diretora da OMS afirmou que é preciso enfrentar sem rodeios o fornecimento de vacinas. Mais de 20 empresas farmacêuticas no mundo inteiro se preparam para produzir vacinas seguras e eficazes. “Precisamos obter opiniões sobre grupos prioritários para uma proteção inicial”, disse.

“É uma das decisões mais difícies que os governos terão que tomar, sobretudo porque o fornecimento será extremamente limitado durante vários meses”.

O vírus A (H1N1) da gripe suína já matou 1.799 pessoas em todo o mundo, a maioria no continente americano, desde o surgimento no fim de março, segundo os dados mais recentes da OMS. A organização declarou a primeira pandemia de gripe do século XXI no dia 11 de junho. No total, 170 países confirmaram casos.

Fonte: retirado do sítio Correio Brasiliense

Gripe Espanhola (1918/19): “A mãe de todas as pandemias” 3

Vírus da "Gripe Espanhola"

Vírus da "Gripe Espanhola"

A pandemia de gripe de 1918-1919 matou mais pessoas do que a I Grande Guerra (9 a 10 milhões). Calcula-se que ela tenha ceifado a vida de aproximadamente  20 a 40  milhões de pessoas.

A “Gripe Espanhola” tem sido citada como a mais devastadora epidemia registada na história mundial. Mais pessoas morreram de gripe em um único ano do que nos quatro anos da “peste bubônica (1347-1351).

No Outono de 1918 as nações em conflito na Europa vislumbravam uma possibilidade de paz  no horizonte. Dentro da trincheiras os soldados que viviam em brutais condições de vida, consideravam que nada  poderia ser  pior. Então, irrompeu-se em todo o mundo, algo que parecia como um resfriado comum.

A gripe desta temporada foi, no entanto, muito mais do que um resfriado. Nos dois anos que este flagelo devastou a terra, um quinto da população mundial estava infectada.

A gripe foi  mais mortal para as pessoas com idades de 20 a 40 anos.

O vírus influenza tinha uma profunda virulência, com uma taxa de mortalidade de 2,5% em comparação com as gripes epidemicas anteriores, que foram inferiores a 0,1 %. A taxa de mortalidade de 15 a 34 anos de idade da gripe e a pneumonia eram 20 vezes maior em 1918 do que em anos anteriores.

A pandemia de gripe circulou pelo globo. A maioria da humanidade sentiu os efeitos desta estirpe do vírus Influenza. Espalhou-se seguindo o caminho dos seus portadores humanos, juntamente com as rotas comerciais e marítimas. Surtos varreram a América do Norte, Europa, Ásia, África, Brasil e o Pacífico Sul. Na Índia, a taxa de mortalidade era extremamente elevada em cerca de 50 mortes por gripe por 1.000 pessoas.

O nome da Gripe Espanhola chegou a partir dos anos de grande aflição e mortalidades na Espanha , onde alega-se que no mês de maio de 1918, oito milhões teriam morrido. No entanto, a primeira onda da gripe apareceu no início da Primavera de 1918 em Kansas e em acampamentos militares em todo os E.U.A. Poucos notaram a epidemia no meio da guerra.  Não houve praticamente nenhuma resposta ou aviso entre Março e Abril. Lamenta-se que não foram tomadas medidas para se preparar para a habitual recrudescência da cepa virulenta  no inverno. A falta de ação mais tarde fora criticada quando a epidemia não pode mais ser ignorada, no Inverno de 1918.

A pandemia da Influenza “Espanhola”  causou a morte aproximada de 20 a 40 milhões de pessoas em todo o mundo, e permanece um aviso ameaçador para a saúde pública. Muitas perguntas sobre as suas origens, as suas invulgares características epidemiológicas, bem como a base da sua patogenia permanecem sem resposta.

Em carta descoberta e publicada no British Medical Journal quase 60 anos depois da pandemia de 1918-1919, um médico norte-americano diz que a doença começa como o tipo comum de gripe, mas os doentes “desenvolvem rapidamente o tipo mais viscoso de pneumonia jamais visto. Duas horas após darem entrada [no hospital], têm manchas castanho-avermelhadas nas maçãs do rosto e algumas horas mais tarde pode-se começar a ver a cianose estendendo-se por toda a face a partir das orelhas, até que se torna difícil distinguir o homem negro do branco. A morte chega em poucas horas e acontece simplesmente como uma falta de ar, até que morrem sufocados. É horrível. Pode-se ficar olhando um, dois ou 20 homens morrerem, mas ver esses pobres-diabos sendo abatidos como moscas deixa qualquer um exasperado”.

NO BRASIL

A pandemia teria chegado no Brasil no final de setembro de 1918, trazida por marinheiros que prestavam serviço militar em Dakar na África, e que doentes, desembarcaram em Recife. Em pouco mais de duas semanas, casos de gripe eclodiram em outras cidades do Nordeste, em São Paulo e no Rio de Janeiro, que era então a capital do país.

Acreditava-se que o oceano impediria a chegada do mal ao país. Mas, com tropas em trânsito por conta da guerra, essa aposta se revelou rapidamente um engano.

Durante a pandemia de 1918, Carlos Chagas assumiu a direção do Instituto Oswaldo Cruz, reestruturando sua organização administrativa e de pesquisa. A convite do então presidente da república, Venceslau Brás, Chagas liderou ainda a campanha para combater a gripe espanhola, implementando cinco hospitais emergenciais e 27 postos de atendimento à população em diferentes pontos do Rio de Janeiro.


Estima-se que entre outubro e dezembro de 1918, período oficialmente reconhecido como pandêmico, 65% da população adoeceu. Só no Rio de Janeiro, foram registradas 14.348 mortes.  Em São Paulo, outras 2.000 pessoas morreram.

Em Manaus/Am, que em 1918 possuia 26 mil habitantes, a “Gripe Espanhola” matou 6 mil pessoas.

A HERANÇA

O impacto desta pandemia não foi limitado à 1918-1919. Todas as pandemias dos vírus “influenza A”, desde aquela época e, na verdade, quase todos os casos de “influenza A” a nível mundial (com exceção de infecções humanas de gripe, tais como vírus H5N1 e H7N7), foram causados por descendentes do vírus de  1918, incluindo os vírus  H1N1,  H2N2 e  H3N2. Este último,  composto dos principais genes do vírus de 1918, o que faz deste, a “mãe” de todas as pandemias.

VEJA:

Os 10 vírus mais mortais

Gripe Suína: Sintomas e Prevenção

A guerra do Tamiflu

Gripe “A”: o que é, prevenção e tratamento


Fontes:

http://www.stanford.edu

http://www.cdc.gov

http://www.invivo.fiocruz.br

Gripe “A”: o que é, prevenção e tratamento Resposta

O que é a Gripe A?

A Gripe A é uma doença respiratória provocada por ortomixovírus endemicos aos porcos. Até à data, as correntes isoladas da doença têm sido classificadas como vírus gripais de tipo C ou de tipo A, como é o caso da que está atualmente propagando-se pelo mundo, que é do tipo AH1N1.

Embora a Gripe A não seja um acontecimento raro em determinadas zonas do globo, afetando diretamente pessoas em contato com os suínos, já houve ameaças anteriores de pandemia alargada, como a que se verificou nos EUA em 1978 e nas Filipinas em 2007.

As origens do vírus H1N1 ainda não estão completamente determinadas, mas tudo indica que se trata de um híbrido de matrial genético de aves, humanos e porcos. Hoje, no léxico comum, aplica-se a designação de “gripe suína” àquela que afeta unicamente os porcos e “Gripe A” aquela que está atualmente afetando os seres humanos.

A Organização Mundial de Saúde expressou bastante preocupação com a doença, essencialmente pelo fato dela ser transmitida não só pelos animais mas também de humano para humano, determinando tratar-se de uma emergência de saúde pública de âmbito internacional e sublinhando o conhecimento ainda deficiente das características clínicas, epidemiologia e virulogia dos casos confirmados e das respostas apropriadas.

Como se contrai a Gripe A?

A Gripe A é uma doença respiratória transmissível entre os humanos através de contato direto, nomeadamente pela gotículas expelidas quando uma pessoa fala, tosse ou espirra. O contágio pode também realizar-se de forma indireta quando há contato com gotículas ou outras secreções do nariz e garganta de uma pessoa infectada, existentes em superfícies de contato directo como por exemplo as maçanetas das portas e todas as superfícies de utilização pública, etc.

O período de incubação, que é o tempo que decorre entre o momento da infecção e o surgimento dos primeiros sintomas pode variar entre 1 e 7 dias, sendo este o período de possível transmissão entre as pessoas. Salientamos também que existe a possibilidade de transmissão durante todo o tempo em que se manifestem sintomas.

O vírus não pode, como já foi amplamente sublinhado, ser transmitido através do consumo de carne de porco, uma vez que a temperatura de cozimento  destrói os vírus e as bactérias.

Quais os sintomas da Gripe A?

Os sintomas não são muito diversos dos de uma gripe comum, embora se agravem rapidamente. Consistem numa febre repentina (acima dos 38ª C.), congestionamento nasal, tosse intensa, falta de apetite e intensa dor de cabeça e de articulações.

Para saber se se está infectado pelo vírus, é efetuado um exame clínico detalhado, que analisa secreções de nariz e laringe durante as primeiras 24-72 horas, e de sangue para identificar anticorpos.

Há vacinas ou cura para a doença?

Vacinas só existem para os próprios porcos, não para o ser humano. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina existente para humanos é para uma cepa anterior ao vírus, com o qual não é tão eficaz. Mas a produção de vacina pode tornar-se possível na medida em que o vírus tenha sido identificado.

Nos casos confirmados, é fornecido o antiviral “seltamivir”, mas sob estrita supervisão médica já que é uma fórmula de uso delicado e uma má aplicação não está isenta de efeitos secundários». O Tamiflu, o medicamento que contém o seltamivir, utilizado contra a gripe aviária, é eficaz, segundo a OMS.

Como prevenir a gripe A?

– Lavagem frequente das mãos, com água e sabão, para reduzir a probabilidade de transmissão da infecção.
– Cobrir a boca e nariz quando espirrar ou tossir, usando lenço de papel sempre que possível.
-Utilizar lenços de papel, que devem ser de uso único, depositando-os num saco de plástico que deve ser fechado e colocado no lixo após utilização.
– Limpar superfícies sujeitas a contato manual (como maçanetas das portas) com um produto de limpeza comum.
– O cumprimento destas indicações é muito importante igualmente em crianças.

Nos próprios locais, sugere-se também o afastamento de outras pessoas que possam estar infectadas, além da tentativa de evitar grandes aglomerações.

Naturalmente que  ocorrendo qualquer um com os sintomas semelhantes ao da gripe A – ou de qualquer outra gripe -, como febre repentina, tosse ou dores musculares, recomenda-se  procurar um posto médico.

Fonte: http://saude.sapo.pt/abc_saude/g/gripe_a/ver.html?id=1001267

VEJA:

Gripe Espanhola (1918/19): “A mãe de todas as Pandemias”

Gripe Suína: Sintomas e Prevenção

A guerra do Tamiflu



A guerra do Tamiflu 1

Vírus H1N1/ Influenza APor Diego Moraes

Desde o início da pandemia de gripe A (H1N1), conhecida como gripe suína, o acesso ao antiviral Tamiflu tem sido o ponto da discórdia entre especialistas e governo. Médicos reclamam que restringir o uso do remédio ajudou a elevar o número de mortes no país. O Ministério da Saúde sustenta, por sua vez, que a prescrição indiscriminada torna o vírus mais resistente. Em meio à polêmica, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) decidiu se posicionar contrariamente à permissão para que hospitais particulares tenham o fármaco nos estoques, sob o argumento de que isso seria um risco à saúde pública. A Justiça Federal deve decidir amanhã quem tem a razão.

O promotor de Justiça Jairo Bisol, chefe da Promotoria de Defesa da Saúde (Prosus) do MPDFT, afirma que autorizar a rede privada a ter estoques de Tamiflu em meio à pandemia vai prejudicar o controle por parte do governo. “Seria um descalabro do ponto de vista epidemiológico. Haveria prescrição desordenada, pondo em risco os estoques.” Hoje, os hospitais particulares e seus pacientes só têm acesso ao medicamento se solicitarem à rede pública de saúde, depois de cumprirem um rito burocrático.

Restrição

Venceu ontem o prazo de 72 horas fixado pelo juiz Rafael de Souza Pereira Pinto, da 15ª Vara Federal no Rio de Janeiro, para que o governo prestasse esclarecimentos sobre o assunto. A expectativa é que o magistrado decida amanhã se acolhe o pedido de liminar feito pelo defensor público da União André da Silva Ordacgy. Ele quer amplo acesso ao Tamiflu pelos hospitais públicos e privados e a prescrição do medicamento a todos os pacientes. “Essa sistemática de restringir o acesso é exclusiva do Brasil e já passamos de 170 mortes”, afirma.

O governo flexibilizou na semana passada o protocolo de uso do antiviral. Antes, o medicamento só podia ser receitado a pacientes graves ou do grupo de risco. Com a mudança, os médicos estão autorizados a receitá-lo em outros casos. “Mesmo assim, há médicos reclamando da dificuldade de acesso ao antiviral”, afirma a defensora pública da União no Rio Grande do Sul Lílian Alves.

Em Brasília, os pacientes da rede privada só têm acesso ao medicamento na rede pública. “A médica passou uma hora preenchendo a papelada e tive dificuldade de retirar o remédio no Hospital Regional da Asa Sul porque minha mulher precisava da dose em dobro”, afirma o analista de sistemas Hugo Mendonça. A mulher dele está internada em hospital particular com suspeita da nova gripe.

170 mortes no país

Com a confirmação de mais duas mortes em Santa Catarina e uma no Paraná, o número de óbitos pela nova gripe no país chegou ontem a 170. As três vítimas eram mulheres. De acordo com a Secretaria de Saúde do estado catarinense, uma das pacientes tinha 52 anos e morava em Celso Ramos. A outra, com 26 anos, era de Blumenau. No Paraná, a vítima vivia em Maringá, tinha 24 anos e deu à luz há poucos dias.

Em Brasília, pacientes de hospitais particulares reclamam que estão faltando leitos para internação. O médico responsável pelo departamento de infectologia do Hospital Santa Luzia, Marcone Tinhati, afirma que o número de atendimentos por gripe cresceu “assustadoramente” em relação ao ano passado. “Ainda não há percentual exato, mas não havia internação como agora. Essa gripe não é como a comum. A taxa de transmissão é mais alta e os pacientes graves desenvolvem pneumonia viral em menos tempo”, afirma. Ontem, faltou máscara no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para os pacientes com sintomas da doença.

Por medo da gripe, escolas, academias de ginástica e até empresas de ônibus país afora estão reforçando a limpeza em equipamentos e corrimãos como forma de prevenção. A Universidade de Brasília, por exemplo, cancelou eventos que causam aglomeração de pessoas. Mas, afinal, o vírus é transmitido pelo ar? “Não, ele não sai voando por aí”, tranquiliza o médico-infectologista Artur Timermann.

Transmissão

Segundo o especialista, o vírus é transmitido pelas secreções da pessoa infectada. “Ou seja, se o doente tosse ou espirra em alguém ou em cima de uma superfície e outra pessoa coloca a mão na saliva, ela pode ser infectada”, explica. Por isso, embora o vírus não circule pelo ar, evitar aglomerações pode ser um jeito de deter a transmissão.

Se a secreção do paciente cair em superfícies de madeira ou de cimento, o vírus sobrevive até 24 horas. Em metal, isopor e tecidos, o tempo pode até dobrar. “Por isso é importante limpar com frequência elevadores com parede de aço escovado”, afirma Timermann. Mas o H1N1 é sensível à radiação solar. Se ficar exposto aos raios ultra-violeta, pode morrer em minutos.

Fonte: Jornal Correio Brasiliense (09/08/2009)

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