“Sinto vergonha de mim” 3

Sinto vergonha de mim

Cleide Canton

Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia, pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade
a demasiada preocupação com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade” em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!

De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto. (Ruy Barbosa)

A autoria deste texto poético é de  Cleide Canton.

Rasputin esta vivo!! Resposta

Grigoriy Yefimovich Rasputin, foi uma figura mística que por volta de 1905 teria sido introduzido no círculo restrito da Corte imperial russa, onde teria conquistado a atenção  e a confiança desmedida da czarina Alexandra Fedorovna, passando a influenciar ocultamente a Corte e principalmente a família imperial (terreno fértil em pessoas de “mente fraca” e sem idéias próprias).

Nada era feito sem a sua prévia consulta.

A história também o retrata como um homem sem escrúpulos e devasso.

Conta-se que certa vez, embriagado, declarou na presença de muitas pessoas que era ele quem mandava na Rússia.

Sim, mas por que fazer um post sobre este ignóbil personagem?

Ocorre que há vários dias “Rasputin” tem emergido em meus pensamentos (quem sabe em razão da leitura que tenho feito na obra “Crime e Castigo” de Dostoiévisk, ou por outros motivos).

Analisando os fatos que testemunhei ou tive notícia e pesquisando sua vida, caráter e “modus operandi”, conclui algo que pode parecer impossível: RASPUTIN ESTA VIVO!!!

Digo isso, face as seguintes razões:


a) Quem já não viu ou ouviu falar da presença de pessoas, que tal qual parasitas, grudam e influenciam maleficamente certos  detentores de poder?  Seja na vida pública, privada ou religiosa.

b) Que estes parasitas, nada mais querem do que auferir vantagens para si mesmos.

c) Que estes “Rasputins”,  pelos seus intentos, mentem, caluniam, difamam, injuriam e perseguem.

d) Que são desprovidos de competência,  bom cárater e propósitos.

e) Que não (necessariamente) apresentam barbas e cabelos escuros e vestem longos mantos.

f) Que podemos vê-los de  “jeans” ou “terno e gravata”; com cabelos louros, castanhos ou brancos.

g) Que podem ser homens ou mulheres.



Diante do exposto,  quem não conhece algum “Rasputin” ?

To the grey-haired old man the grey-haired old man