Pra frente Brasil! (Copa do Mundo 2010) 1

É muito difícil (mesmo para os que afirmam não gostar de futebol)  ficar neutro diante da euforia e do espírito de  patriotismo  e união que envolve os brasileiros durante as “Copas do Mundo”.

Somos os únicos a ter conquistado 5 (cinco) títulos mundiais.

Neste cenário somos a “superpotência”, somos os gigantes.

E este sentimento de grandeza e destaque produz efeitos em nosso povo que extravasa um patriotismo raro (normalmente reprimido por sedimentadas experiências de submissão econômica, política ou internacional).

Ruas e casas decoradas com faixas, fitas e pinturas nas cores verde e amarelo. Automóveis adornados com o pavilhão nacional. Milhares trajando seu uniforme “canarinho”.

Imiscuído com este “clima”, relembro no vídeo acima a música que embalou a conquista da Copa do Mundo do México em 1970 (Tri) pela seleção considerada  a melhor de todos os tempos.

Na Copa de 2010, não temos jogadores com a mesma qualidade técnica de Pelé, Tostão, Carlos Alberto, Gerson, Rivelino e Jairzinho, mas não me filio aos “pessimistas de plantão”.


PRA FRENTE BRASIL!

O primeiro título do meu filho: Flamengo 7

Em 1992 o Flamengo conquistava em uma final sobre o Botafogo o seu 5o título nacional (em que pese as lamúrias do Sport).

O tempo passou. Casei e virei pai de um varão que hoje esta com 12 anos: Julio Cezar.

Julio desde pequeno começou a demonstrar sua preferência pelo clube rubro-negro. Não acredito que as inúmeras camisas, bandeiras, adesivos… que lhe dei  tenham influenciado sua escolha.

Como forma de saciar sua paixão pelo futebol, assinei nesta temporada pelo  pay-per-view o campeonato brasileiro, carioca, paulista e espanhol. Ele é capaz de assistir com extremo interesse um jogo da quarta divisão do futebol japonês.

Um de seus desejos (que pretendo realizar se Deus assim o quiser)  é  ter a oportunidade  de ao meu lado ver o Flamengo ser campeão no Maracanã.

Este ano já tinhamos conquistado o tri-estadual. Mas faturar o “brasileiro”  em certo momento pareceu ser algo não alcançável (o Flamengo chegou a figurar na 14 colocação na tabela).

De repente, não mais que de repente (Vinícius de Morais), surge o ex-jogador Andrade, um dos protagonistas do “dream team” da década de oitenta, assumindo como técnico. Muitos não lhe deram credibilidade, considerando-o um simples “tapa-buraco”. Mas as coisas foram acontecendo e o Flamengo foi subindo, subindo, subindo…

Começamos a sonhar com a vaga na Libertadores e por fim, na última rodada, estavamos em primeiro lugar precisando apenas da vitória sobre o Grêmio para conquistarmos o Título.

Durante a semana, meu filho sonhou 4 noites seguidas que via o Flamengo sair vitorioso.

A situação parecia propícia. Jogavamos “em casa”, contra o Grêmio, maior rival do Internacional; e contavamos com a genialidade de Petcovic e Adriano, o “imperador”.

As 15:30 fomos para o shopping e escolhemos um restaurante que tivesse uma televisão para assistirmos o jogo.

Julio sentou-se sozinho em uma mesa, e por lá ficou. De tão concentrado, o mundo poderia desmoronar ao seu lado que ele não perceberia.

A Partida começou tensa. O Flamengo parecia nervoso e não jogava bem. Então, veio o gol do Grêmio e logo em seguida o gol do Inter. Pronto, estava tudo acabado (pensei com pessimismo). Julinho demonstrou uma expressão de descontentamento, mas diferente de mim, ainda acreditava na vitória. Sete minutos depois, o Flamengo empatava com um gol de David.

O empata era insuficiênte. Só a vitória interessava. Em Porto Alegre a Inter aumentava o placar, e terminava o primeiro tempo com a “mão na taça”.

Estavamos em um restaurante, mas nínguem pensava mais em comida.

O segundo tempo veio, e aos 24 minutos o zagueiro Ronaldo Angelim virava o jogo e fazia 2 x 1.

Os 21 minutos restantes pareciam “horas”. Quanta agonia! Mas meu jovem flamenguista permanecia fixo, concentrado…

O Inter ganhava do Santo André por 4 x 1; o São Paulo goleava o Sport por 4 x 0.

Veio o apito final. Com ele o grito de “é campeão”. Olhei para o Julinho e vi a sua alegria, seus pulos, seu orgulho de ser rubro-negro.

Que momento feliz. Somos HEXA!

Acompanhei todos os 6 títulos do “Mengão”. Mas este, com certeza  foi o mais marcante: o primeiro  ao lado do meu filho.

O Brasil ainda é o “País do Futebol” 2

Após esta perdendo por 2 x0, a seleção brasileira conseguiu uma incrível virada frente a equipe do EUA, conquistando pelo placar de 3×2 a Copa das Confederações.

Trata-se da 7o (sétima) edição de um torneio organizado pela FIFA e que conta com a participação do País sede da próxima Copa do Mundo (África do Sul), o atual campeão mundial (Itália), e os campeões das confederações:  Eurocopa (Espanha); Copa das Nações Africanas (Egito); Copa da Ásia ( Iraque  ); Copa das Nações da Oceania  (Nova Zelândia); Copa Ouro da CONCACAF  (Estados Unidos) e Copa América (Brasil).

Com este título a seleção brasileira tornou-se a única a vencer o torneio pela terceira vez (França 2, Argentina 1, México 1 e Dinamarca 1).

A “Fúria” espanhola, que deixou a modéstia em casa, chegou à Africa do Sul como favorita.  Com a arrogância de quem se achava imbatível,  voltou com o salto alto na bagagem e um modesto “terceiro lugar”.

Já o Brasil,  desacreditado e  jogando um futebol objetivo, responsável e sem estrelismos, acabou trazendo o caneco.

Quem sabe assim, repetindo a mesma fórmula e jogando somente com estrelas no peito não triunfemos com o HEXA.